1. Ao ouvir em uma rádio qualquer aquela música antiga do Roberto Carlos, 160 km por hora ou coisa parecida, o locutor faz uma introdução de 5 minutos para explicar que é uma música dos anos 60, aparentemente uma época em que era seguro tal velocidade.
Para encerrar com chave de ouro, ele ainda recomenda que você não deve correr, nem beber antes de dirigir, usar camisinha, lavar atrás das orelhas blah blah blah.
2. Você fica sabendo através da namorada, que cursa algo ligado à crianças, não lembro agora se Pedagogia ou Medicina Legal, que existe uma nova versão de Atirei o Pau no Gato, intitulada…
Não atire o pau no gato.
Uma revelação desse nível me fez pesquisar. E existe, aparentemente escrita por Denis Clery, seja lá quem for esse demente.
Não atire o pau no gato, to…
Porque isso, so…
Não se faz, faz, faz…
Jesus Cristo, to…
Nos ensina, na…
A amar, a amar os animais
Amém!
Uau.
Agora dá para entender porque tanta gente por aí atirando paus em gatos, culpa da educação que receberam quando crianças.
3. No filme Obrigado Por Fumar, um político enlouquecido quer apagar digitalmente todos os cigarros de filmes antigos.
Na vida real, isso já acontece, e a notícia é velha.
4. Ninguém mais é surdo ou cego, são deficientes auditivos ou visuais. Crianças com dificuldades em caminhar e pensar ao mesmo tempo são “especiais”.
Daqui a pouco, vão processar o Geraldo Magela por se referir a si próprio como Ceguinho, e ainda ter o desplante de ganhar dinheiro com isso!
Alguém duvida que, em breve, teremos de comer uma afro-descendente especial nos aniversários dos sobrinhos e afins?
5. Por falar nisso, o Brasil adora copiar ideias americanas, até mesmo as que deram errado. A tal lei das cotas raciais nas universidades, por exemplo.
Hoje mesmo vou reivindicar a minha, e duvido alguém provar que não tenho um tio-tataratataravô afro-descendente.
Duvido até tentarem, já que vou acusá-los de discriminação.
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Não façam isso em casa, crianças.
“teremos de comer uma afro-descendente especial nos aniversários dos sobrinhos”
Tenho um colega que diz que é um “afro-descendente de alta patente militar da área da aviação”
Agora essa foto é sensacional, mas o pior que vi fotos de um colega em Floripa que tinha um cara na praia vestido assim, será que era alguma blogueiro conhecido?
Afro-descendente não é correto, principalmente porque nem todo o continente africano é formado por negros. O mais correto seria sub-saariano descendente (visto que a África Islâmica não se enquadra nisso).
Calma, calma, brincadeira (só entrei no clima =D)
afro-descendente especial é ótima!
Outra versão politicamente correta para “atirei o pau no gato”, mas essa sem motivos religiosos:
Não atire o pau no gato, to…
Porque isso, so…
Não se faz, faz, faz…
O gatinho, nho…
É nosso amigo, go…
Não devemos, não devemos
Maltratar os animais
Miau!
Agh. Eu ODEO politicamente correto, acho uma falta de culhões sem tamanho.
Engraçado é que nós (sim, nós, meu velho) crescemos com atirei o pau no gato, vendo o Popeye arrebentar o Brutus a pau, o Pica Pau sendo filho da puta e se dando bem… e somos MUITO mais saudáveis e socielmente bem ajustados do que qualquer desses moleques moquentos mal criados de hoje.
Claro que a grande diferença está em que nossos pais não eram PC, eles nos davam sumantas de pau (que agora se chama “castigo físico, né) quando a gente merecia (geralmente).
Agora, vai e pergunta pra um moleque de 10 anos, desses supra-citados, o que é respeito, e veja o que ele vai dizer.
Mundo politicamente correto na superficie, mas perfeito repositório de idiotices, crendices, estupidez e similares.
Hipocrisia é a base deste mundo. Que ótimo.
o/
Bruno,
Acho que a versão do crente deve ser mais popular, não encontrei essa outra.
Nospheratt,
Como diz o Analista de Bagé, um trancasso não faz mal a ninguém.
By the way, tem ainda o Pernalonga, que é o pai do cinismo cool. Duvido que hoje em dia produzissem coisas assim. Se até já fizeram a Pantera Cor-de-Rosa falar
.
Max,
Espero que não tenha sido o Becher, hehe…
Pô, nem a música do Rei escapou…
Olha, duas coisas têm me irritado muito nos últimos tempos: o “politicamente correto” e a tal da “censura” inventada por quem nem tem idéia do que é isso (não que eu tenha).
A do afro-descendente foi ótima!
Mudar o nome da nega-maluca não. E na minha modesta opinião, cotas é simplesmente preconceito com nome diferente. Essa lei claramente diz que o negro é incapaz de entrar numa universidade e que ele precisa de uma ‘maõzinha’ pra isso