Alguns atribuem a origem da Internet aos militares americanos, durante a Guerra Fria, mas o conceito de uma rede descentralizada de informações foi desenvolvido pelo pessoal do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets).
Não era nada parecido com o que você vê hoje. Os monitores eram mais parecidos com aquelas TVs do Paraguai e a CPU ocupava um andar inteiro.
O primeiro Notebook data dessa época, mas pesava 800 kg e foi um fracasso social, já que era necessário um 4 x 4 e um reboque para transportá-lo.
Na década de 90, ela foi-se esgueirando para a casa das pessoas comuns, como quem não quer nada, e já era possível navegar, desfrutando de todo o conforto que uma tela de 14″ e uma conexão de 12 kbps proporcionam.
Era só digitar o endereço na barra do navegador, pressionar enter e sair para jantar. Na volta, já era possível ver uma página em 3 cores e sem imagens, quase completamente carregada.
Criar e manter um site, nessa época, era como desenhar vendado e com as mãos amarradas. Escrever algo tão simples quanto bom dia requeria a digitação de 725 caracteres, ou coisa parecida.
Mas mesmo assim, muita gente via potencial para ganhar dinheiro com esse negócio, e começou a especulação, que desembocaria na famosa “explosão da bolha”.
A bolha, para quem não sabe, é o apelido carinhoso da falência de um porrilhão de empresas.
O negócio funcionava mais ou menos assim:
Você criava um site qualquer, vendendo qualquer coisa, e vendia ações na Nasdaq. Muita gente achou que esse era o caminho e investiu pesado nesses sites, fazendo com que o preço das ações fosse às alturas.
O Google dessa época era o Yahoo. Investidores colocavam dinheiro em start ups, que investiam esse dinheiro em publicidade no Yahoo. As ações do Yahoo subiam, mais investidores colocavam mais dinheiro em mais start ups, que investiam também em publicidade no Yahoo.
Esse círculo vicioso de vender o almoço para comprar o jantar não podia acabar bem.
Foi instituído até mesmo um prêmio, o Webby Awards, verdadeira orgia geek regada a café e Doritos, onde nerds e nerdas eram tratados como celebridades.
Com a proximidade da explosão da bolha, a festa de premiação foi ficando menor, depois passou a ser feita online e, atualmente, tudo que restou dela foi aquele selo irritante do Top 30.

Web 2.0
Depois do grande fiasco da bolha, todo mundo começou a pensar qual seria a grande jogada. Até que um programador preguiçoso teve uma grande idéia: por que não deixar que as pessoas trabalhem e a gente fatura em cima?
Chamaram isso de conteúdo gerado pelo usuário, colocaram umas cores berrantes esquisitas em cima, umas fontes exageradas, enfim, disfarçaram a web 1.0 para ver se ninguém lembrava do que tinha acontecido antes.
O negócio agora era não instalar nada, tudo online. E quem se deu bem nessa foi o Google, que começou como mecanismo de buscas e hoje oferece de tudo online, de editor de textos a guerrilheiros bolivianos.
Os blogs surgem nessa época, como o combustível perfeito dos sites sociais, os cafetões virtuais desse mercado. Fornecendo conteúdo ou reportando o que acontece, eles estão aí até hoje, para o bem ou para o mal.
web 3.0
Turbo, totalflex, baixa quilometragem, tratar com Valdir
A web 3.0 é a evolução natural, onde coisas como “web semântica” fazem sentido. Ou, como todo mundo especula que uma nova bolha se aproxima, já inventaram a roda novamente.
A web semântica é algo como você digitar “loura gostosa” no Google e ela se materializar ao seu lado. É a aplicação da inteligência artificial, mesmo quando uma busca por sorvete não retorna nenhum endereço de sorveteria.
O caminho é longo…
web 4.0
É a picaretagem transformada em instituição. É o momento em que tudo dará errado e começará o spam para todos aqueles endereços de email que você espalhou pela rede ao longo dos anos. Sem contar os sites que coletam dados como endereço e telefone.
Nesse momento, você será bombardeado dia e noite por ofertas de viagra e ciális, aumento do pênis e tantas outras ofertas irrecusáveis.
Essa sim é a verdadeira Internet que deu certo.
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O texto ficou bem bacana e humorado
A web 2.0 apareceu antes dos blogs é? to desinformado!
Abração
ahahaha
Muito boa!
Aqui na Italia eles ainda estao longe de qualquer uma dessas evoluçoes, o povo tem um medo de internet…
Nossa, como estou por fora do desenvolvimento da internet. Ainda nem entendi direito esse lance de Web 2.0.
UAHAHHAHAHAHAHAHA
(desculpe, não consigo parar de gargalhar. ROFLCOPTER!!!1)
Essa bolha é só uma de tantas (existe tantas?), porque a questão do IPV4 e IPV6 esta ai, e ninguém se preocupou que daqui uns dias as pessoas não conseguirão mais conectar.
A explosão desta bolha pode ser bem interessante, imagina o mundo parando ao mesmo tempo que se ajitando loucamente. ;P
Cara, muito bom… adorei q2uando falou do google ter de editores de texto a guerrilheiros colombianos rsrsrsrs
Abraços e sucesso ao blog
As coisas vão mudando, mas algumas demoram demais. Muita gente hoje em dia ainda usa conexão discada com seus estupendos 56 kbps. =/