O Fim da Várzea Blogs, Internet, Opinião e Mau Humor

Tags Para Que Te Quero, De Britney Spears à Malhação

Um erro muito comum, cometido por muitos blogs, é exagerar no número de categorias. Com a inclusão das tags, na versão 2.3 do Wordpress, fica muito fácil fazer uma confusão maior ainda, se for usada uma profusão de tags e categorias.

A principal função das categorias é facilitar a navegação do seu leitor, que pode ter uma idéia do que vai encontrar em cada link. Um blog sobre televisão, por exemplo, pode utilizar categorias como seriados, novelas, filmes, shows, notícias etc. Provavelmente, com não mais de 10 categorias bem selecionadas é possível cobrir tudo relacionado ao assunto.

Quanto às tags, seriam complementos às categorias, não uma nova classe das mesmas.

Usando ainda o exemplo anterior, digamos que você precisa de uma tag para a categoria novelas: não crie uma nova com o nome de cada novela exibida, isso com o tempo irá se transformar em uma bola de neve. Bem mais simples seria utilizar o nome da emissora e/ou o horário.

Categoria: novelas, Tags: globo, das sete

Categoria: novelas, Tags: sbt

Isso facilita a vida do leitor ao observar sua barra lateral. Se ele sabe a informação que está procurando, será facilmente guiado até o conteúdo que lhe interessa. Se ele simplesmente quer ver o que você publicou sobre determinado assunto, também fica muito mais fácil.

Observem que eu utilizei duas tags no primeiro caso. Isso porque a Globo identifica seus horários de novelas há anos. Já no caso do SBT, não existe essa tradição, o que dispensa a do horário. O ideal é sempre utilizar apenas uma por post, apenas onde é muito necessário deve-se utilizar duas.

Por que isso? Simples, se você começar a utilizar mais de uma tag em cada post, é provável que o mesmo apareça em vários links diferentes, gerando uma idéia de repetição no leitor. E você não quer que ele saia do seu blog pensando que você escreve sempre o mesmo texto, quer?

Nuvem de TagsOutro detalhe fundamental é ter em mente as tags utilizadas e somente criar uma nova quando for estritamente necessário. Para isso, vamos a outro exemplo. Digamos que você mantém um blog sobre celebridades.

Esse nicho gira quase que 100% do tempo em torno de famosos e famosas em situações inusitadas. Se você criar uma categoria para cada nome que aparece na mídia, o resultado será desastroso. Crie categorias genéricas, que possam abrigar os mais diversos textos possíveis. Algo como cinema, televisão, teatro, música…

Para as tags, você pode se valer dos nomes mais populares e das situações mais comuns para criá-las. É muito provável que Britney Spears apareça mais na mídia do que a nova gostosinha de Malhação. A gostosinha de Malhação provavelmente será notícia se exibindo na praia, ou mostrando a calcinha em algum evento.

Logo, utilize Britney Spears, calcinhas e festas como tags. Notem que as três últimas servem para uma variedade de artigos e, se bem casadas com a categoria, dão a idéia exata do que se trata.

Por último, exiba sua lista de categorias no topo da barra lateral, seguida pela nuvem de tags. O formato nuvem dá uma boa idéia da quantidade e possível importância dos assuntos tratados.

Eu diria que essa última vale para qualquer nicho voltado ao público em geral. Nesses casos, dê preferência à navegação e anúncios acima da dobra, a porção de tela que o visitante vê quando sua página abre. Deixe links para assinatura do feed, feed por email e coisas do gênero em um lugar de menor "valor" do blog, já que gente normal não sabe nem quer saber que bichos são esses.

Agora imagine um cenário completamente diverso, onde você utiliza uma categoria e uma tag diferentes para cada post publicado. Em pouco tempo, nem você conseguirá encontrar nada através da navegação.

Em blogs, a velha máxima de que "menos às vezes é mais" geralmente é verdadeira.

Leia Também


4 Comentários para “Tags Para Que Te Quero, De Britney Spears à Malhação”

  1. tina oiticica harris Says:

    O meu blog vive de buscas do Google. Quanto mais etiquetas que marquem o arigo, devido ao número de links dentro de um post, melhor. Quanto às categorias relaticas aos posts em si, poderia haver menos.

    Antes que me esqueça, j.noronha, o banner do Thinking Blogger Award que recebi de você, e que fica no cabeçalho do meu blog, já contém o link para teu blog. Finalmente. Desculpe-me o atraso.

    Só mais uma coisa. Acho que o nome do teu blog deveria ocupar uma posição mais destacada.

  2. Anny Rose Says:

    Noronha, uma boa navegação também pode ser feita manualmente: Você cria um widget para cada assunto (cada widget leva o título do respectivo assunto) e lista todas as tags/categorias relacionadas ao mesmo. Aqui n'O Fim da Várzea ficaria algo assim:

    Problogger: (título do widget)
    Plugins (lista de categorias/tags)
    Temas
    Programas de monetização
    Conteúdo

    SEO:
    Page Rank
    Links
    Black Hate
    Otimização

    E assim por diante.

    Fica muito bem organizado e visualmente atrativo, já que fica fácil para o leitor identificar as categorias apenas do(s) assunto(s) que o interessa(m).

    A única desvantagem é que os links para as categorias são inseridos manualmente, e não pode esquecer de listar quando acrescentar uma nova categoria.

  3. Ale Rocha Says:

    Rapaz, estou nessa encruzilhada. Não uso ainda a versão 2.3 no Poltrona.TV, mas já dei uma olhada e vi a opção das tags.

    Acontece que desde o começo do blog eu uso categorias e sub-categorias para classificar as páginas (veja: http://www.poltrona.tv/categorias/).

    E agora? O que faço da vida? O que me sugere?

    Valeu! Abraços!

  4. Alexandre Fugita Says:

    Noronha,

    eu tanho esse "problema" da quantidade de tags. Usei cerca de 700 diferentes em aprox. 300 textos. Cada texto tem de 4 a 6 tags.

    Na verdade não vejo problema nisso já que as tags, creio eu, ajudam no SEO.

    A minha nuvem, claro, não é completa. Ela tem "só" as 45 tags mais usadas. Dá uma boa idéia do que o Techbits trata.

    Abraços!

Trackbacks

Deixar um comentário

XHTML: Tags permitidas: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>