Star Trek e o Terror das Franquias Cinematográficas

My Trilogy Meter

É raro um filme ser bom com um número romano no nome. Há exceções, como a trilogia inicial de Star Wars, a trilogia de O Poderoso Chefão (apesar dos puristas afirmarem que o terceiro não conta), ou a nova franquia de Batman na mão firme de Christopher Nolan.

Franquia, talvez aí resida o problema. Quando cinema é tratado como pizza ou hambúrguer, algo definitivamente está errado.

Não, eu não sou um daqueles chatos que assiste a filme iraniano com legenda em francês na Casa de Cultura Mario Quintana, longe disso.

Para eu gostar de um filme, basta uma história interessante e bem-contada, não interessa o gênero. Por bem-contada, entenda-se não me tratar como retardado.

E é aí que reside o problema. O cinemão roliudiano é feito para adolescentes, que lotam as salas para comer pipoca, beber refrigerante, dar uns amassos e/ou esperar tudo ficar calmo para entrar de fininho nas salas dos multiplex que exibem filmes para maiores de 18 anos (se é que ainda existe algum).

É fácil satisfazer esse público, basta seguir a fórmula:

Efeitos especiais + mulheres gostosas + homens bonitos = sucesso de bilheteria.

Isso tudo porque lembrei que Star Trek estreia dia 8 de maio, e estou com muito medo de assistir.

O diretor é competente, mas é um diretor essencialmente televisivo, todo e qualquer comentário sobre ele começa com Lost no primeiro parágrafo.

Star Trek vem dos anos 60, época em que efeitos especiais eram praticamente inexistentes, mal-feitos ou muito caros, o forte do seriado sempre foi o lado “filosófico”.

Seus alienígenas se diferenciavam dos humanos mais por características psicológicas do que físicas (os klingons originais eram muito parecidos com os humanos fisicamente, assim como os romulanos, kardassianos etc, antes que alguém atire uma pedra).

O primeiro trailer do filme prometia, mostrando cenas da construção da Enterprise, com a clássica trilha sonora tocando ao fundo.

O mais recente mostra tudo que eu não queria ver nesse filme. O ator que interpreta o capitão Kirk consegue ser canastrão até no trailer, Sylar de Spock é uma piada, certo? E qual o motivo de colocar a namorada do Homem Aranha no filme? Ela é a mãe do canastrão? E mais importante ainda, quando ela vai colocar um aparelho nos dentes?

O que, é a Jennifer Morrison, a Allison de House? Creepy…

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5 Comentários para “Star Trek e o Terror das Franquias Cinematográficas”

  1. JohnP disse:

    Uma palavra sobre esse filme novo: LENS FLARE

    Vejam esse clipe, por exemplo:
    http://www.youtube.com/watch?v=9HXaLilLFvo

    O futuro é brilhante. MUITO brilhante

  2. gilson disse:

    haha, eu também tenho medo. gosto muito de Star Trek e a última coisa legal que vimos no cinema foi First Contact. Mas, ter fé não faz mal a ninguém. Ta todo mundo dizendo que o filme do Wolverine é ruim, e mesmo assim vou lá amanhã para comprovar, hehe.

  3. Hamilton disse:

    Nem me fala de pessoal metido a besta com filme francês ou iraniano na Casa de Cultura Mario Quintana. Tô com um professor nas quintas que só fala de filmes europeus, desconsidera qualquer outro. A não ser que seja clássico. Poxa: filme que é bom, sempre será bom. Cada aula é um bate boca, pois tem um temperamento próximo do Dr. Gregory House, sabe?

    Desculpa, precisava desabafar um pouco. Sorry! =)

  4. Cleide disse:

    Vc pode achar o que quizer do fime, porém não deve comentar de forma depreciativa a atriz Jennifer Morrison que sempre trabalhou muito bem em todos os seus projetos.
    À propósito, quem é voce?