Dia desses tentei assistir a Força Tarefa, esse seriado policial que a Globo estava passando e confirmei o que já sabia de antemão: série policial brasileira não convence.
A Justiceira, exibida há alguns anos, era de chorar, helicópteros surgindo do nada para salvar o dia, polícia incorruptível e outras coisas que não combinam com o cenário brasileiro.

Vamos encarar os fatos, nem nos Estados Unidos, fonte tradicional de bons seriados policiais, você vai encontrar uma criança dizendo que quer ser policial quando crescer.
Lá a polícia e o serviço público como um todo são mal-remunerados como aqui e qualquer emprego de nível médio paga melhor. Emprego público acaba atraindo gente sem alternativas e imigrantes, ou você acha que é a maravilhosa integração étnica que garante a grande quantidade de Juans, Pablos e até brasileiros na polícia do Tio Sam?
No Brasil, os seriados policiais pecam pelos diálogos que parecem dublagens mal-feitas e pelas cenas de ação, de chorar na maioria das vezes.
Outra coisa são os cenários. Alguém me explique em que momento se instituiu o dogma de que toda investigação deve passar por um clube de strip-tease?
- Delegado, o padre Firmino é o principal suspeito do assassinato da freira no Convento das Irmãs Carmelitas Boas de Cama.
- Muito bem, vamos para o clube de strip-tease começar a investigação.
- Mas delegado, ligaram do convento nesse momento, acabaram de encontrar a freira morta e o padre ao lado do corpo com uma faca ensanguentada…
- Não importa, precisamos mostrar gostosas de calcinha e, se a série passar depois das 10 da noite, peitos de fora!
Triste, triste…