A eterna briga entre o lado branco e o lado negro da força está tomando forma novamente, tentando ganhar corpo nessa semana em que o único assunto foi aquela que não mencionamos o nome.
O Cardoso escreveu um ótimo post sobre ganhar dinheiro com blogs, no que diz respeito à agradar gregos e troianos, ou leitores fiéis e paraquedistas do Google.
O Rodrigo escreveu outro em que defende até a morte que um blog deve seguir sua linha editorial custe o que custar e, se bem divulgado (gostaria de saber a fórmula) terá seu quinhão da grana vinda de publicidade.
O Mário (aquele?) levantou em partes a questão que eu gostaria de explorar: problogger, que diabos é isso?
Eu observo uma tendência nos blogueiros brasileiros, talvez inconsciente, de se considerar probloggers apenas aqueles que dão dicas para criar, aumentar a audiência, o faturamento em publicidade e tudo mais que diz respeito à ter um blog de sucesso. Segundo essa lógica, também seriam probloggers os que escrevem sobre linguagens de programação e afins.
Em tese, pela lógica acima, um problogger não pode escrever bobagens, imagens, só se forem de gráficos explicativos e vídeos só se forem do tubetorial. Não interessa se o post sobre o uso do script tal aplicado à sublimação das borboletas ibéricas despertará interesse de apenas 1×10 E-5 % dos internautas (ô palavrinha horrível), divulgue isso e você terá sucesso.
Antes que me xinguem, esclareço que entendi a questão da segmentação, mas não perderia a piada do parágrafo acima de jeito nenhum.
Mas, voltando ao bovino resfriado, o que é um problogger?
Além de ser o nome de um blog de sucesso, é a contração de professional blogger, ou blogueiro profissional, aquele cara que vive do dinheiro que ganha com seu blog, ponto.
Onde está escrito que para isso deve-se escrever sobre apenas um assunto? Vamos encarar os fatos, o Brasil tem meia dúzia de pessoas acessando a internet em comparação com o mundo civilizado e, dessa meia dúzia, metade não entende o que lê e um quarto só reconhece no máximo dissílabas que contenham pelo menos 5 X (a letra).
Quem escreve em português deve aprender a lidar com esses fatos ou começar a escrever em inglês, mas daí o problema será a competição, muitíssimo maior e acirrada, a legítima briga de pittbulls raivosos.
Escrever sobre o assunto da moda não significa ser superficial ou empobrecer o conteúdo. Millor Fernandes faz isso, entre outras coisas, logo ele deve ser desprezado?
Raciocinem comigo, no 11 de setembro, por exemplo, o que era mais importante, escrever sobre o fato inédito na história da humanidade ou falar sobre a importância da validação do html (o meu não vale nada)?
Escreve-se muito sobre o que pode-se ou deve-se ou não pode-se ou não deve-se escrever a respeito na blogosfera (outra palavrinha infeliz) brasileira.
Todo mundo é dono da verdade e eu, por sinal, estou vendendo a minha parte na Mercado Livre, o lance começa em cinqüentinha.