Encontrei esse vídeo no Espaço Vazio, faz parte de uma campanha da Microsoft para assustar com o fogo do Inferno alertar as pessoas quanto ao risco que correm ao baixar software ilegal.
Não vou entrar no mérito do baixar ou não, quero abordar o vídeo mesmo.
Se queriam que a campanha funcionasse, começaram mal. O vídeo é muito chato e muiiiiiiiiito longo, o que o torna ainda mais chato. Tive que fazer um esforço descomunal para conseguir assistir até o final.
A abordagem é direcionada ao usuário que nunca baixou nem nunca vai baixar um programa na internet. Usuários de software pirata não baixam através de um link que encontraram num blog, usuários de software pirata sabem exatamente o que estão baixando e o lugar onde encontrar.
Esse usuário que sabe onde encontrar a pirataria, também está preparado para enfrentar eventuais vírus, que são detectados antes mesmo de começar a baixar.
Atualizações? São feitas no próprio site da Microsoft, com direito à validação do Windows original (não pergunte como, se você tem que perguntar, esse parágrafo não se dirige a você).
O mais interessante é que a história se passa em uma empresa que nunca ouviu falar na invenção do anti-vírus. Qualquer criança baixa um AVG da vida e já fica com o computador bem protegido para a maioria das ameaças que andam por aí. Querem que acreditemos que o responsável pelo CPD (eu sei que ninguém mais fala CPD, mas estamos falando da Microsoft, certo?) de uma empresa deixe qualquer arigó liberado para instalar o que bem entender, e num computador que nunca teve contato com nenhum tipo de anti-spyware.
Aí entra mais um exemplo da competência do marquetchin da MS: eles próprios disponibilizam um anti-spyware, o Windows Defender. Se foi a primeira vez que o cara foi baixar software MS pirata, por que não usava o WD, já que o Windows era original?
Uma empresa que tenta pagar um blogueiro para editar a Wikipedia, que lança um mp3 player natimorto achando que vai ter alguma chance contra o ipod, agora lança campanhas publicitárias direcionadas à gente que mal consegue acessar a internet.
Por que não investem melhor o dinheiro? Poderiam por exemplo pagar uma conexão de banda larga, já que, por lá, parece que ainda usam modem de 56 kbps.