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Meta Blogs no dos Outros é Refresco

O formato blog não foi muito bem entendido no Brasil. E não estou falando dos leitores, mas sim de quem produz conteúdo.

Conceitos fundamentados na blogosfera americana, a mãe da criança, definitivamente não funcionam por aqui.

Problogger, por exemplo, é um título que define quem vive de blogar. Pode ser um blog sobre tecnologia ou um quasi-fotolog miguxo como I Can Has Cheezburger, que surpreendeu até o criador no número crescente de acessos e conseqüente faturamento.

No Brasil, muita gente confundiu as coisas, pensando que problogger é o sujeito que escreve sobre blogar. Ledo Engano. Esse formato se chama, na falta de um nome melhor, meta blog, ou blog sobre blogs.

É de longe o nicho mais difícil de capitalizar. Vamos aos fatos:

Quem lê esse tipo de blog é outro blogueiro, e blogueiros estão tão acostumados com banners, links afiliados etc etc, que raramente clicam em alguma coisa ou compram algum produto. Eu mesmo, se penso em comprar algo online, vou direto ao site que me interessa, dificilmente comprarei algo por impulso. E é o que acontece com o leitor blogueiro em geral.

O formato tem a vantagem de receber mais links do que outros, fazendo com que o pagerank suba rápido, mas mais links não significam necessariamente mais visitas.

O Fim da Várzea tem hoje 1.542 links e ocupa a posição 10.652 no ranking do Technorati, o que não é nada desprezível para um blog em português, em um universo que conta com mais de 70 milhões de blogs mundo afora.

Meu blog generalista recebe 5 vezes mais visitas, em média, do que esse. A última vez que conferi, o pagerank dele era zero e havia menos de 100 links registrados pelo Technorati.

Falando em nicho, é outro conceito que precisa ser revisto por estas plagas.

Nichos

Qual seu nicho?

Nicho para mim deve ser o público que se busca atingir, não o que reza o Google Trends ou as buscas que mais chegam ao blog. Se formos levar as buscas em conta, o negócio é transformar tudo em sacanagem e só falar em mulher pelada.

Qual o nicho do Boing Boing?

Errou quem disse que é variedades ou o popular atirar para todos os lados.

O leitor típico do site é aquele cara que você vê nos filmes do Woody Allen: ele assiste a filmes europeus, vai a vernissages e coisas do gênero. Em suma, o nova-iorquino antenado, não necessariamente por viver em Nova York, mas o clichê funciona como exemplo.

De onde eu tirei isso? Dê uma lida na página inicial, não é o tipo de conteúdo que atrairia os adolescentes espinhentos e chatos que freqüentam o Digg, muito menos os talibãs do Linux.

O que eu quero dizer com tudo isso é que devemos focar no público, simples assim.

O que interessa ao brasileiro, ou melhor dizendo, o que interessa nos 5% do tempo em que ele não está procurando por sacanagem?

Quer viver de blogar? Foque no público, observe suas estatísticas e veja o que mais agrada. Desconte logo de cara os comentários de outros blogueiros. Observe quem é o leitor normal, aquele que não tem URL agregada ao nome e que comenta em seu site.

É a ele que você deve atingir, se deseja ver as visitas e os rendimentos aumentando.

Mas não se engane, transformar esse visitante em leitor fiel é uma das tarefas mais difíceis que existe. Não adianta colocar um título chamativo e escrever dois ou três parágrafos de qualidade duvidosa, para não dizer nenhuma.

Isso atrai paraquedistas, não leitores.

Quer viver de blogar? Observe os melhores exemplos de quem fatura bem com a atividade. Judão, Portalcab, Overnerd (valorizando a prata da casa :-D ).

É bom linkar outros blogs e comentar o que se vê de legal, o problema é quando tudo vira uma grande umbigosfera.

Nunca é demais repetir, escreva para leitores, não para os 200 nerds.


Heroes 2ª Temporada - Spoiler do Episódio 1

E finalmente estreou a segunda temporada de Heroes.

Como sou contra o download de episódios, vim para Nova York assistir a estréia ;-) .

As emissoras americanas são especialistas em seriados, assim como as brasileiras o são em novelas. Com a diferença que volta e meia um seriado ou outro surge com novas idéias e fica bem acima da média.

Outra coisa que eles sabem fazer é dar a dimensão necessária que um personagem deve ter.

É comum ver boas idéias morrerem na TV brasileira pelo excesso de ganância em explorar determinado personagem. Não falo em ganância financeira, mas por audiência.

Nos anos 90 havia um bom seriado matinal, a TV Colosso. Funcionava no tradicional modelo de intercalar sketches bem-humorados com desenhos animados.

O humor era acima da média e alguns personagens começaram a cair no gosto do público.

Aí aconteceu o maior erro que é comum acontecer nesses casos: maior destaque para esses personagens, ostracismo para outros que eram ótimos e, conseqüentemente, esgotamento da criatividade, pelo excesso de exposição.

Resultado: mais uma temporada e fim.

Após o final da primeira temporada, Hayden Panettiere, a cheerleader de Heroes, teve uma superexposição na mídia, com os sites de fofoca seguindo-a literalmente a todo e qualquer lugar. Fotos na praia, em festas e até na rua são comuns até agora.

A produção do seriado poderia ver isso como um sinal para aumentar sua participação de forma artificial, mas não foi o que se viu no primeiro episódio da segunda temporada.

Seu personagem continua tendo o espaço necessário, e apenas o necessário, para o bom andamento da história.

Deixando a análise televisiva de lado, vamos aos spoilers recém-saídos do forno para o primeiro episódio da segunda temporada. Se você não gosta de saber antes o que vai acontecer, pare por aqui.

Spoiler do Episódio 1

Suresh dá palestras sobre evolução e é contatado por um representante da “companhia”, que tem a habilidade de transformar metais em ouro e oferece subsídios para suas pesquisas. No final do episódio, descobrimos que ele e o pai de Claire estavam à espera disso, como parte de um plano para destruir a empresa.

Dois novos personagens são apresentados logo no início: Alejandro e Maya, irmãos de Honduras. Seus poderes causaram a morte de pessoas e são procurados pela polícia por homicídio. Eles estão tentando chegar aos EUA para encontrar Suresh, que acreditam ter a solução para seu “problema”. Maya conheceu Suresh por causa de um livro.

Claire e sua família vivem agora na Califórnia, ela deve tentar manter a maior discrição possível para não chamar a atenção da “companhia”. Seu pai trabalha em uma loja de cópias e sua mãe parece continuar tão boba quanto antes, apesar de a primeira temporada ter mostrado que ela pode ser bem esperta quando quer.

Um colega da nova escola (ela está agora na 11ª série) parece interessar-se por ela e quase flagra sua capacidade de regeneração.

No final do episódio descobrimos que esse colega também tem poderes, o de voar.

Nathan Petrelli está vivo, divorciado, barbudo, bêbado e vivendo em um apartamento caindo aos pedaços. Nenhuma explicação é dada sobre o que aconteceu depois da explosão no episódio final da primeira temporada.

Sua mãe recebe uma foto com o símbolo que aparece repetidas vezes na primeira temporada, assim como o pai de Hiro. O pai de Hiro fala para Ando que isso significa que tem apenas 24h de vida. No final do episódio, recebe a visita de um homem encapuzado que o joga do topo de um prédio.

Hiro parece que vai passar um bom tempo no Japão feudal. Ele salva seu herói, Takezo Kenzei, dono da espada que ele rouba na primeira temporada, de levar algumas flechadas. Logo descobre que ele não passa de um inglês (!) aproveitador que foi para o Japão ganhar dinheiro fácil.

Por causa da intervenção de Hiro, a vila que deveria ser salva por Takezo acaba incendiada. Hiro vai ter que rebolar para que Takezo se torne um herói de verdade, evitando assim alterar o curso da história.

Matt Parkman consegue finalmente se tornar detetive. Ele adotou Molly, a menina salva por ele e Suresh, e está divorciado. Molly tem pesadelos com o que ela chamava de “bicho-papão”, o único que ela tinha medo de localizar. Matt “ouve” quando ele diz que está observando a menina. Promete ser o grande vilão da vez.

No final do episódio, um container é aberto na Irlanda e lá dentro está Peter Petrelli, vivo, algemado e sem saber quem é ou de onde vêm seus poderes, quando os utiliza para se defender.

O vídeo abaixo mostra alguns momentos do primeiro episódio.

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A Fauna dos Blogs: O Blog da Bunda

A série iniciou aqui

Esse texto anda rondando meu teclado há dias. Quase comecei várias vezes mas fui adiando.

Até que a Mirian Bottan tocou na questão das blogueiras na Playboy com muita propriedade:

Por que motivo, razão ou circunstância eu viria a me acabar de estudar na faculdade ou cuidar sempre de escrever textos no mínimo interessantes para a alegria geral da torcida, pra no final, acabar sem roupa numa revista?

Depois da invasão de blogs criados com o único objetivo de tentar ganhar uns trocados, sem o mínimo de conteúdo ou capacidade de escrever mais do que três linhas, agora parece que surgiu uma nova espécie: o Blog da Bunda.

Não, não estou falando do pessoal que posta as conhecidas galerias de fotos envolvendo famosas, amadoras e afins, e que totalizam 98% do que rola no blogspot.

Mas me adianto.

Em meados dos anos 90, uma ilustre desconhecida posou para a Revista Sexy em cenas de lesbianismo meia-boca. Ela vinha de uma biboca paulista qualquer, daquelas terminadas em é*.

Sua cidade natal fez uma polvorosa por causa das fotos, segundo a própria, e até no Jô Soares ela apareceu, em uma das entrevistas mais engraçadas que já vi. Depois da moçoila falar uns 10 minutos em Taubaté, Tremembé e coisas piores, o Jô pergunta se por aquelas bandas toda cidade tem nome terminado em é*, provavelmente irritado com a falta de assunto.

Ela se chamava Renata Banhara e depois disso virou figurinha fácil em qualquer lugar onde roupa fosse desnecessário. Desfiles de carnaval, outras revistas do gênero e por aí afora.

Sumiu por uns tempos e depois reapareceu como a mulher que apanhava do marido, um desses cantores brega.

A questão é que ela surgiu do nada, nada acrescentou e foi surfando de nada em nada até atingir seja lá quais fossem seus objetivos.

Agora é a vez do blog da bonitinha. Não tem o que escrever, limita-se a reproduzir uma ou outra bobagem que possa interessar a alguém com meia dúzia de neurônios… ah, mas capricha no sobre. Começou a postar semana passada mas fotos suas em poses sensuais são facilmente encontradas em qualquer busca por seu nome.

A Madame Bela na Playboy faz sentido, tem a ver com seu conteúdo. Além de tudo, ela escreve há muito tempo e escreve bem.

Uma boa idéia funciona uma vez. O caso da Million Dollar Homepage é o melhor exemplo. Depois dele, vários outros tentaram, inclusive no Brasil. Funcionou?

Agora é a campanha para colocar a Bonitinha de Tal na Playboy. O processo é simples: crie um blog, divulgue receitas para emagrecer, quiz sobre qualquer coisa, uma foto do cãozinho de estimação. 9 posts já é o suficiente, agora é caprichar nas fotos e partir para o abraço.

Da minha parte, qualquer blogueira que quiser tirar a roupa é bem-vinda, pode usar o formulário de contato para marcarmos o encontro. Conforme o visual e a distância, marcamos para o mesmo dia.

Playboy? Não, obrigado. Desenhos caprichados no Photoshop nunca foram um fetiche para mim.


As Piores Músicas de Churrascaria

Quem nunca foi a uma churrascaria com música ao vivo que atire a primeira pedra. Ficamos empolgados com a idéia da orgia alimentar e esquecemos do transtorno musical que isso envolve.

O cantor de churrascaria típico é um cara que ou está começando ou já chegou ao fundo do poço. Qualquer que seja a hipótese, em uma coisa todos são parecidos: o tipo de música escolhido, que em tese deve agradar a gregos e troianos.

Até acredito que agrade, dada a mediocridade que campeia pelo mundo em geral. Isso me lembra outro fenômeno contemporâneo: o Xis (lanchonete no Rio Grande se chama Xis) familiar onde casais se reúnem felizes em volta de uma mesa com crianças gritando ao redor e uma garrafa de 2,5 l de Coca-Cola em cima. Mas isso é assunto para outro post.

Pensando nisso tudo, elaborei uma lista com as 5 piores dos cantores de churrascaria.

5. New York New York

O problema não é a música, é o idioma. O cantor de churrascaria típico pensa que sabe inglês o suficiente para encarar a música que já ouviu tantas vezes. Porém ele esquece que parou no verbo to be e sempre que ouviu a clássica do you speak english? respondeu com uma das variantes mais comuns: more or less ou so so.

Mas isso não é nada para nosso herói da costela. O cara capricha no embromation e jura que está agradando.

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4. Fio de Cabelo

Eu não entendo o sucesso desse tipo de lixo música e entendo menos ainda seu sucesso entre os jovens. E olha que não sou o que se pode chamar de velho. Quando eu cursava o ensino médio, qualquer colega em sã consciência teria medo de falar em público sobre música sertaneja. Seria a danação eterna (ou até a formatura) sendo sacaneado por seu mau-gosto.

De repente, talvez por culpa da Xuxa, que vivia enfiando esses idiotas (leia-se por idiotas qualquer dupla sertaneja) no seu programa matinal de imbecilização de crianças, hoje é comum ver garotas de 15 anos comprando o último CD do Zezé di Camargo e Luciano ou Bruno e Marrone no camelô mais próximo. Sim, no camelô, estatísticas que inventei agora comprovam que quem gosta desse tipo de música sempre compra os piratas da esquina. Só isso explica a quantidade de CDs desse tipo made in Paraguai.

Até o dito jornalismo sério padece do mal. Outro dia estava assistindo ao Jornal do Almoço (programa tradicional da televisão gaúcha) e a repórter de externas falava sobre um show que contaria com a participação de Marky Ramone, figurinha fácil em Porto Alegre nos últimos tempos. O crime aconteceu quando ela referenciou a tradicional banda de punk rock da qual ele participava:

Os Marrones.

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3. Detalhes

Roberto Carlos teve sua boa fase, provavelmente antes de todos nós termos nascido, mas é o que ouço falar.

Um amigo meu foi a seu show para efeitos didáticos, disse que tinha que ver com os próprios olhos o que acontecia nos shows do galã da menopausa com mau-gosto. Agüentou até mais ou menos a metade quando, segundo ele, terminou o show e começou a missa.

Eu bem que tentei demovê-lo do tresloucado gesto, o que se pode esperar de um cara que andava com um padre carregando uma estátua na mão à tira-colo? (ainda vou escrever um livro sobre os maiores romances proibidos do século 20 e, podem ter certeza, Padre Antônio Maria, Padre Marcelo Rossi, Roberto Carlos e Gugu Liberato serão citados)

Enfim, Roberto já se desculpou dizendo que sofre de transtorno obsessivo compulsivo, eu acho que é breguice mesmo. O que mais pode explicar as calças em cima do umbigo e o cinto com fivelão? E o cabelo, que deve ser moda em algum lugar do mundo, não ajuda em nada, ainda mais depois que começou a ficar escasso em cima.

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2. Bailes da Vida

Há muitas gerações, mais ou menos no final da última era glacial, houve uma coisa chamada clube da esquina. Tudo que sei a respeito é que aconteceu em Minas Gerais e envolvia o Milton Nascimento. Dizem que ele fazia boas músicas na época. Isso foi bem antes delas entrarem em trilhas de novelas da Globo, o atestado definitivo de que sua música: a) é ruim; b) entrou na fase de decadência irreversível ou; c) todas as alternativas.

Escolhi uma versão particularmente ruim, com Daniela Mercury, a irmã bastarda do Fred, cantando junto.

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1. Metamorfose Ambulante

Esse merece figurar em várias listas, música de acampamento, música de bêbado com violão no boteco et alli.

Honestamente, não sei o que tanta gente vê em Raul Seixas. De toda sua carreira, devo gostar de meia-dúzia de 3 músicas, e Metamorfose Ambulante não é uma delas.

Até pouco tempo atrás, quem gostava do Maluco Beleza costumava ser meio avesso à banhos e usar aquelas batas feitas da cortina da avó.

Você pensa que o mal se estanca?

Hoje é comum ouvir dos mais insuspeitos que o cara era gênio, o que quer que seja que isso signifique.

Toca Raul!

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Pensando bem, isso renderia um belo meme. Qual sua lista de músicas de churrascaria?


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