Vou tentar manter esse texto o menos geek possível, já que os detalhes técnicos podem ser extremamente chatos cansativos para o leitor normal. Descobri isso no blog do Singpolyma (um programador, canadense se não me engano, de apenas 17 anos que até pouco tempo atrás fazia trabalho missionário na África junto com os pais, veja você).
Existe uma internet que o visitante normal não tem acesso, nela você pode ter seu próprio domínio gratuito, criar seu site ou blog, só que acessá-lo só será possível com uma modificação na conexão à internet. Essa sub-internet, por assim dizer, se chama Hoodwink'd e se auto-intitula "The Underground Mumbler's Club", algo como "O Clube dos Murmuradores Subterrâneos".
O acesso à internet normal se baseia em DNS, ou Domain Name System, um banco de dados distribuído em servidores, que faz o meio de campo com o endereço de ip, para permitir o acesso à rede digitando um nome de domínio, ao invés de números (Entendeu? Não? Deixa prá lá). A internet alternativa estabeleceu um número de DNS próprio, através do qual é acessada.
Se você usa windows xp, o processo é bem simples:
Abra sua conexão e conecte-se normalmente.
A partir desse momento, os sites normais não poderão ser acessados, apenas os do Hoodwink'd, abaixo vão alguns links:
_why, site do fundador desse sistema.
nic.d, aqui você pode criar seu domínio no Hoodwink'd. Esse domínio será do tipo hoodwink.d, _.seublog, ou alguma loucura que você quiser, desde que não seja do tipo normal, .com, .net, etc.
Underground Mumblers Club, mais informações.
Para voltar a acessar a internet normalmente, repita o processo acima até o ítem 3, depois clique em Rede > Propriedades. Ali, marque "Obter o endereço dos servidores DNS automaticamente" e clique OK em todas as janelas.
Eu testei pessoalmente o processo e é seguro. Se você não tiver certeza do que está fazendo, nem tente, pois pode esculhambar seu acesso à internet. Se testar e algo der errado, nem te conheço.
O Roberto Machado criou um concurso para escolher o nome do mascote da Doceshop. O concurso é só para blogueiros, você escreve um post sugerindo um nome e concorre a um ipod. Aqui você encontra as instruções para participar.
A minha sugestão de nome é Carmelo.
Nesta hora em que "bimbalham os sinos" (Paulo Francis se revira no túmulo nesse momento, quem lia sua coluna lembra da história dos sinos), todo mundo é amigo de todo mundo, você beija a sogra e vira a taça de filtrado doce.
Como eu não sei escrever mensagens de Natal, deixo um poema (ah não, poesia numa hora dessas?) para lembrar todo mundo que a vida volta ao normal amanhã.
VERSOS ÍNTIMOS
Augusto dos Anjos
Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Então é Natal…
Os blogueiros vão parando de escrever, até o Marconi, meu provedor de risos diários, saiu de férias. A Record faz maratona Paixão de Cristo e os xópins ficam intransitáveis. Por falar em shopping, eles estão levando a questão do lucro ao limite do inacreditável. Hoje passei por um que tem Santa Claus com fotógrafo profissional do lado e cobra 10 Tolofs por foto. Isso é o que eu chamo de espírito natalino… Bom, pelo menos uma coisa boa, esse ano não saiu CD de Natal da Simone.
Já que a falta de assunto campeia e todo mundo só está esperando o domingo para ganhar meia da avó e abraçar a cunhada gostosa sem constrangimento, vou seguir o conselho do Cardoso e publicar um vídeo bem legal que encontrei nas minhas andanças cybermundanas. Have fun!
Grande dia, revelando o amigo secreto organizado pela Claudia Blue. A minha amiga secreta já meio que sabia quem era, a Lindinha. O presente tá comprado, manda um email pelo amigo secreto ou pelo contato ali em cima. Beijão.
PS: A Ferrari precisa do endereço para fazer a entrega.
Há uma mentalidade na internet brasileira (nossa querida web 1.0 com motor de DKW à álcool) segundo a qual escrever seu próprio conteúdo, ser lido, e em alguns casos ganhar dinheiro com isso é um crime inafiançável. Quer um exemplo, o aspirante a digg brasileiro, o Rec6.
Dia desses, encontrei essa pérola por lá:
Estamos aprimorando o sistema para evitar a auto-promoção.
Então você escreve seu post, com suas próprias idéias, e não deve divulgar por lá porque seria auto-promoção. Mas se você for em qualquer desses portais meia-boca tipo Terra, utilizar o popular ctrl+c, ctrl+v em não mais de 1 minuto, aí tudo bem.
Sugestão para os engravatados do Rec6, visitem o digg original, verão que o conteúdo mais popular é escrito e enviado por blogueiros.
Da minha parte, vou continuar divulgando meus posts em todos os lugares possíveis e imagináveis. Se o Rec6 não gostar, problema deles. Provavelmente esse blog terá vida mais longa que eles.
O post acima teve um feedback relâmpago do Rec6, o que considero louvável. Reproduzo abaixo o comentário do Renato, um dos criadores do site, quem disse que uma boa polêmica não é saudável?
Sou um dos criadores do Rec6. Acho que houve algum mal entendido. Nossa posição é exatamente contrária. Somos a favor de que bloggers postem seus trabalhos no Rec6. Mas somos contra a utilização da ferramenta como meio de gerar tráfego a partir de: conteúdo copiado ou conteúdo inadequado (leia-se inútil), que, infelizmente em certo momento chamamos de “Autopromoção”.
Nosso foco, repitimos mais uma vez, é relevância. Queremos trazer boas notícias para os usuários. E temos certeza que grande parte delas vêm de blogs e são inseridas pelos próprios bloggers. Notícias ruins são notícias que buscam apenas trazer tráfego para o site mas sem qualquer conteúdo (ou conteúdo copiado)
Um grande abraço
Renato
Eu já deletei meu orKUt há horas, depois que até Bin Laden me adicionou. Aquela fauna de desconhecidos mandando recados idiotas e me convidando a participar de comunidades que vão de "Eu adoro sexo com bolivianos cleptomaníacos" até "Eu odeio acordar cedo ouvindo as Bachianas tocadas pelo Retardadinho do Acordeon" ajudaram na decisão. Mas cometi um erro, criei um novo perfil, apenas para adicionar os amigos próximos, uma maneira de não perder o contato.
Pois dia desses, um email me avisa que há um recado de alguém que nunca manda recados, uma ex-colega de trabalho no passado não tão próximo. Me convidando para participar de "uma oportunidade para ganhar dinheiro". Ahã… "Uma nova (sic) tecnologia de comunicação na Internet, o VOIP".
Respondo o recado mais por educação do que qualquer outra coisa, não sem comentar a picaretagem que campeia nesse ramo. No dia seguinte, outro recado, "Nossa empresa é honesta, blá, blá, blá…".
Já tinha até esquecido do assunto quando, ao atravessar a rua, alguém grita meu nome. Me volto e é o irmão da garota voip, que conheço vagamente e mal lembrava o nome. Me aluga por 15 minutos falando nas vantagens de entrar na quadrilha rede de marketing. Conta do cheque de 700 e não sei quanto que recebeu só por ler o nome do programa num papel que achou no lixo e ainda defende a outra empresa que eu disse ser picareta. Tudo com um olhar messiânico digno de um homem-bomba. Me livro com certa dificuldade, usando a desculpa de que tenho que levar um coração urgente para o transplante de minha mãe e o gelo está derretendo.
Agora os fatos: VOIP é novidade? Só para quem comprou seu Sempron 1.0 tomara que não exploda semana passada na promoção das Casas Bahia, e descobriu o "maravilhoso mundo da internéti" um pouco atrasado (uns 10 anos atrasado), caindo até no golpe do cartão_virtual.exe. Entrei no site do bando da empresa só por curiosidade, que terminou ao ler os termos de serviço para revendas que, resumidamente, penhora sua alma ao capeta e de lambuja ainda lhe cobra 140 Tolofs* para participar, à guisa de "despesas administrativas", o popular, mais uma vez, suruba onde se entra com a bunda.
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* O "Tolof" é a unidade monetária utilizada quando alguém quer lhe arrancar dinheiro à qualquer custo, 1 Tolof = 1 Real.