O Grande Líder convocou os diretores d'A Companhia e, como todos sabem, uma convocação dele não se recusa. A idéia é listar 15 inovações tecnológicas que mudaram o mundo, na ordem que consideramos mais importante.
1. Dinheiro (já que o escambo não funcionou muito bem).
2. Controle remoto (seria a maior de todas, se não precisássemos de dinheiro).
3. Semicondutores (sem eles, não haveria controle remoto).
4. Posse de bens.
5. Internet (imagina ter que sair de casa para trabalhar).
6. Responsabilidade limitada (o trabalho não pode se confundir com a vida).
7. Armas (para controlar a periferia, se bem que não têm ajudado muito).
8. Cirurgia e anestésicos (não necessariamente nessa ordem).
9. Antibióticos e vacinas.
10. Seqüenciamento genético (não sei ainda até que ponto pode ser uma boa).
11. Pizza.
12. Whisky Escocês.
13. Cerveja (que o Bender considera bem mais importante).
14. Contâineres.
15. Matemática e o número zero.
E você, qual a ordem da sua lista?
O Luis Fernando Verissimo é conhecido principalmente por suas crônicas publicadas em jornais e revistas. Sobre o que ele escreve? Exatamente, sobre os mais variados assuntos, mas é possível perceber seu toque em todos os textos.
Quem nunca recebeu um email com um texto "assinado" pelo Verissimo? Dá para identificar na hora se foi ele mesmo quem escreveu (99,99% das vezes não foi).
Esse toque pessoal é maior que o assunto tratado. Esperamos alguns fatores de seus textos: sarcasmo, fina ironia, uma certa inclinação à esquerda embasada por bons argumentos etc etc). Quando você abre um jornal para ler uma de suas crônicas, não sabe qual assunto o espera, mas sabe como esse assunto será tratado.
Eu acompanho dúzias de blogs sobre dúzias de assuntos e o que mais me incomoda não é a falta de um assunto específico, mas sim a falta de personalidade.
Eu acredito que toda essa ênfase em focar um nicho específico é um mito criado junto com os blogs americanos, que para o bem ou para o mal, definiram o formato como o conhecemos hoje. O que é bom para os Estados Unidos não é, necessariamente, bom para o Brasil.
Confunde-se muito blog sem nicho com blog pessoal, e aí jaz o X da questão.

Esse blog pode ser considerado um meta blog, mas há os mais variados assuntos sob várias categorias, e nunca foi um blog pessoal. Se você percorrer os arquivos, vai descobrir muito pouca coisa sobre mim, no máximo que tenho uma namorada, sou um ex-professor de física e gosto de japonesas
.
Um blog 100% pessoal dificilmente vai alcançar grandes vôos, a não ser que você ande com uma turma muito mais animada do que a minha.
Um blog de nicho vai acabar criando uma comunidade em torno dele que acabará por minar pretensões por novos horizontes. Escreva um ano inteiro sobre aviões e tente depois falar em um filme a que você assistiu…
Sem contar que a inclusão digital está trazendo uma grande quantidade de debutantes para a Internet, e isso abre portas que nem sabíamos que existiam. Acho um desperdício ficar focado em apenas uma área, correndo o risco de escolhê-la mal, sem contar a quantidade de assuntos desperdiçados por falta de quem os aborde.
Blogs de nicho podem ser mais fáceis de monetizar, mas isso também limita a área de faturamento.
Se você escreve com estilo para leitores dotados de mais neurônios, abre-se um universo muito maior de potenciais anunciantes: anunciantes que querem vender um produto para pessoas inteligentes e com maior poder aquisitivo. Claro que isso vai acontecer em um espaço de tempo maior, quando a base de leitores for crescendo.
As pessoas que acompanham blogs não se interessam apenas por um assunto, apesar de às vezes procurarem por algo específico.
O mais importante é imprimir personalidade a um texto, não importa qual o assunto. E para atingir esse nível de escrita, é preciso prática. Escreva, escreva e escreva de novo. Leia muito também, quanto mais se lê e escreve, melhor se escreve.
Tive um problema com o email que mais uso, causado por um surto de bocabertice: simplesmente lotou e demorei dois dias para perceber isso. Se você enviou alguma mensagem e ficou esperando uma resposta que não veio, por favor envie novamente.
…
Thiago Mobilon lançou o plugin Mercado Livre Vitrine Contextual para Wordpress. Estou testando nesse blog em um post sobre jogos e o resultado é auspicioso
. A configuração é simples e há a opção de exibir ou não os preços dos produtos. Recomendo não exibir, o CTR aumenta consideravelmente. As palavras-chave são injetadas via custom fields e, em posts sem as mesmas, pode-se usar um anúncio alternativo.
A única coisa que falta para tornar o plugin perfeito é a opção de palavras-chave pré-definidas para posts mais antigos. Mas vale a pena editar os mais visitados para implantar a vitrine.
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Outra coisa são os memes, tenho participado de muito poucos, e a explicação é simples: leitores normais fogem desse tipo de texto. Tenho visto vários comentários em vários blogs, de leitores não-blogueiros expressando o descontentamento. Não significa que não participarei de nenhum, mas na nova fase do blog, mais próxima do leitor leigo, vou selecionar apenas aqueles que tenham um apelo fora da blogosfera.
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A notícia não é nova, mas leia o título.
O Sampson lançou uma coleção de figurinhas e O Fim da Várzea está lá, pronto para você colecionar, hehe…

Também estamos no Super Trunfo de Blogs, lançado pelo Treta. E o que é melhor, do ladinho da Nospheratt
.

Não, a menos que um leitor faça uma busca por seu nome, o que dever ser o caso de 0,05% da metade do público da revista, nada muda em seu blog. Por quê?
Segundo o próprio:
Não sei se vai reverter em leitores, pois a Época - como toda mídia tradicional - esqueceu de dar um mísero link, ou citar a URL do Techbits. Até na versão da internet.
Esqueceu eu deixo por conta da boa-educação do Alexandre, já que a matéria é farta em links, só que links para outras matérias da Época e sites estrangeiros, inclusive um tal de google.com.
Será que alguém não conhece o endereço do Google? Acredito inclusive que é o único conhecido pela maioria das pessoas que navegam no Brasil.
Será que todo mundo conhece o endereço do Techbits? Se o link para o Google era relevante, na concepção da revista, o do Techbits não seria mais relevante ainda, visto que o foco da matéria era apresentar essa tal de Internet 2.0 para laicos?
O ponto g da questão é que a Época precisava de representantes do "movimento" para abalizar sua matéria. SUA matéria.
Eu li em algum lugar, escrito por um jornalista, que a maioria de seus colegas voltaria correndo para a máquina de escrever se fosse possível. A Internet assusta quem precisa de um diploma para escrever, muitas vezes sem o menor talento natural.
Abrir a possibilidade de ter sua opinião debatida é assustador, visto que na maioria das vezes você escreve a opinião do veículo e provavelmente não tem opinião própria formada para muita coisa além do campeonato brasileiro de futebol. Por que você acha que muitos blogs de portais exigem registro para comentar? E além do registro, há a moderação, para não correr o risco de ter de responder a alguém que discorde.
Os blogs do Interney Blogs foram abraçados pelo IG, mas está bem claro na página do site: Blogs do IG.
Não estou desmerecendo o fato, eu aceitaria um convite do tipo na mesma hora, mesmo que tivesse de migrar para a url que fosse. Até porque dinheiro é bom e eu gosto, além do que, com a visibilidade, seria muito fácil alavancar quantos domínios eu quisesse através do blog migrado.
A questão é outra: a Internet brasileira é feita por gigantes pré-históricos da mídia impressa, com raras exceções. E mesmo as exceções seguiram o modelo estabelecido.
Se você lembrar a Rede em 1999, 2000, Internet era sinônimo apenas de pornografia gratuita e meia dúzia de sites brasileiros replicando as notícias dos jornais.
Hoje em dia, goste você ou não, é a mesma coisa.
A diferença é que o grande público descobriu sua existência. E por grande público eu digo 99% das pessoas.
Uma noite dessas eu estava zapeando e cai em um desses canais que vendem espaço entre um comercial da Polyshop e outro. Chamou-me a atenção a ruindade do programa e do apresentador, um baixinho de maneiras afetadas, clone do Amaury JR.
Ele entrevistava uma modelo e manequim que quer ser atriz e, a certa altura, perguntou:
O que você acha dessa novidade toda de Internet, Orkut, MSN?
Ah?
Pois é, a Internet é uma novidade, e blogs são para celebridades falarem sobre sua agenda, publicarem suas fotos e deixarem 3 meses sem atualizações.
Se os blogs quiserem atingir alguma relevância, precisam mudar urgentemente o foco. O que traz credibilidade é, única e exclusivamente, um grande número de leitores. E, antes que alguém diga que fazer alianças com portais vai trazer esses leitores e essa credibilidade, não esqueçam que o que vai ficar gravado na cabeça dos leitores é o nome do portal, não do seu blog.
Precisamos aceitar o fato de que vivemos o Dia 0 da Intenet no Brasil. Esqueça o que ficou para trás, e esqueça principalmente os links de portais e coisas do gênero.
Hoje já é comum as pessoas buscarem informações em blogs, mas sem ter a consciência do que se trata. Se eu quero saber sobre um seriado, é natural procurar o Poltrona, mas o leitor tradicional chega lá por acidente.

Soluções? Facilitar a vida desse leitor.
Esqueça RSS feeds, pense mais em feed por email. Preste atenção em seus paraquedistas, eles descobriram o email agora e querem que tudo seja enviado para lá. Muitos blogueiros não sabem o que é feed, e isso é um fato. Imagine alguém que ainda usa email do Hotmail…
Um link para adicionar aos favoritos ainda é uma excelente pedida, não descarte nem a possibilidade de uma página facilmente acessível explicando o que são favoritos.
E não custa lembrar, esqueçam um pouco a Wikipedia, deixem de ser preguiçosos e procurem uma referência bem elaborada, facilmente encontrada em outros blogs.
Ah, mas a Wikipedia têm coisas bem escritas.
Então vá escrever lá e não encha o saco.
Leia mais os americanos e aprenda a linkar. Não é só o fato da língua, é uma questão de cultura blogueira. Para que referenciar o G1 se o que eles publicam está disponível há dias, às vezes semanas, em outras línguas? Precisa de aval antes de comentar algo novo? Vá estudar comunicação.
Um turista passeava pela praia e encontrou um catador de caranguejos. Ele observou que os caranguejos eram colocados num balde sem tampa, e perguntou ao catador:
- Você não tem medo de perder os caranguejos enquanto você cata outros?
- Não, ao tentar sair do balde um carangueijo puxa o outro para baixo.
A questão de a língua portuguesa ser pouco falada e lida é uma desculpa que já começa a cansar. Por um acaso a música brasileira tem algum problema de execução em rádios? Nossos cantores estão passando fome?
O problema de escrever em português é a vizinhança, com a usura nos links e a ausência de um verdadeiro sentido de comunidade.
Não estou de forma alguma desmerecendo o que aconteceu com o Techbits e fico feliz que o Fugita esteja atingindo esse grau de reconhecimento. Mas precisamos de mais, reconhecimento com link, já que essa é a pedra fundamental de qualquer blog.
Não, não acho que os blogs devam ou vão substituir os portais. Mas sim que devem ser uma mídia como outra qualquer, que sobreviva e cresça com ou sem o reconhecimento de quem quer que seja.
Pare de escrever para o Google e, mais uma vez, link mais, links relevantes ao texto, não aquele blogroll no final de uma página infinita.
Se amanhã o Google acabar, os links continuarão a trazer tráfego, e tráfego de quem quer ler o que você escreveu.
Estou sendo radical?
Provavelmente sim, mas discussão não enche barriga, o negócio é agir. Eu não agüento mais ver aquelas threads na Blogosfera perguntando como SEO isso ou aquilo, ou como acertar o relógio do blog para o horário de verão.
Como se tornar um problogger? Escrevendo, linkando e sendo original, não passando o dia a trocar emails inúteis sobre assuntos mais ainda.
Estava quase dormindo na frente do computador, nesse feriadão sonolento, chuvoso e meio frio, quando me deparo com essa maravilha.
Gyselle Soares é uma nordestina do Piauí (finalmente descobrimos uma utilidade para aquele estado) que usou de muita esperteza ao se candidatar a uma vaga no BBB 8.
Ela gravou um vídeo onde cita vários blogs conhecidos e outro onde mostra seus atributos, como direi, mais físicos.
Claro que a blogueiragem gostou da idéia e a repercussão está crescendo. Gyselle está se transformando rapidamente em um viral, e que viral, diga-se de passagem.

Seu perfil no site do Big Brother Brasil 8 tem 84% de aprovação, provavelmente porque 84% de quem acessa o perfil é homem
.
Então, caro leitor, vamos dar uma força para a moça mostrar o que que o Piauí tem, clique nesse link e cumpra com seu dever cívico.
Claro que a votação online não tem valor real na escolha dos candidatos, mas a maciça aceitação aliada ao buzz Internet afora só vai ajudar.
Está se perguntando e os vídeos?
Na última semana li um texto bem interessante no Techcrunch sobre o download ilegal de música e como nada que for feito contra surtirá efeito. Quem tiver tempo pesquise por lá que vale a pena ler, eu desisti de tentar encontrar, parece que o site é atualizado umas 87 vezes por dia, o que enterra tudo rapidamente nos arquivos.
Sem entrar no mérito da propriedade intelectual e no trabalho roubado de alguém, é fácil entender porque a música é o que sofre o maior baque nessa área.
1. Um CD completo, com ótima qualidade, não passa de 100 MB, o que facilita o download até em conexões mais lentas.
2. Um ouvido normal, e por normal digo alguém que não seja regente da sinfônica de Nova York, não diferencia um CD queimado no Nero de outro comprado oficialmente.
3. Alguns alegam que gostam de encartes com letras, eu mesmo costumo ouvir meus CDs acompanhando a letra do encarte. Mas somos minoria, e muitos CDs estão simplesmente omitindo as letras, o que para mim é um pecado mortal.
4. No caso específico do Brasil, as gravadoras lançam apenas lixo comercial de quinta categoria. A última vez que entrei em uma loja de discos, era só pagode, sertanojo e outras bombas de uso exclusivo das forças armadas. Eu procurava por um CD do Portishead que simplesmente não foi lançado no Brasil. Havia algumas cópias importadas, mas por 120 reais. Vamos combinar, mais de 60 dólares por um CD simples?
5. Não, ninguém me convence que um CD deve custar 40 reais, não importa quão cruel seja nossa política de impostos.
6. Muita coisa dos anos 80 e 90 está esgotada ou nunca foi lançada em CD. Tente encontrar alguma coisa de Smiths, The Cure, Talking Heads e outros menos ilustres. Com muita sorte você consegue uma coletânea meia-boca.

Já a pirataria de filmes tem a ajuda da péssima qualidade de 99% do que se produz jogando contra, entre outros fatores.
Raciocine comigo, uma ida ao cinema no final de semana implica em gasolina+estacionamento+ingresso+uma passada no McDonald's (se sua namorada não for muito fresca) que não sai por menos de 60 reais. E gastar essa grana em tempos magros como os de hoje para ver uma porcaria não é exatamente divertido.
Bons filmes não são afetados, muito pelo contrário. Tropa de Elite está indo bem nas bilheterias e dificilmente teria feito tanto sucesso sem a ajuda do torrent e do camelô da esquina.
Filmes de fora do cinemão hollywoodiano costumam ser exibidos no cinema mais distante da sua casa, geralmente aquele em que a maior sala comporta no máximo 100 pessoas cotovelo-a-cotovelo no espaço lotado. Quando raramente atingem uma sala de localização mais privilegiada, ficam em cartaz por no máximo uma semana, você não tem nem tempo de descobrir que estava sendo exibido.
Por último, e isso vale tanto para música quanto para filmes, criou-se uma cultura segundo a qual arte não tem preço, literalmente.
Não importa o quanto você gasta para produzir um disco ou um filme, é fácil encontrar fóruns e mais fóruns onde os administradores mantêm tudo do próprio bolso, geralmente não utilizando nenhum tipo de remuneração via qualquer espécie de anúncios. Tudo isso pelo prazer de compartilhar tudo que é produzido, de discos do Falcão até versões completas de qualquer software.
E não, não adianta dizer que esses downloads contêm vírus ou tentar qualquer outra forma de terrorismo. Quem baixa nesses fóruns sabe muito bem onde está pisando.
Agora, emporcalhar um DVD legal, que eu paguei com meu dinheiro legalmente merecido, com filmezinhos pregando contra a pirataria, faça-me o favor.
O Marco Gomes removeu totalmente e o Gilberto reduziu ao mínimo o uso do Adsense em seus blogs. A frustração vem da constatação de que não rendia nada face ao conteúdo que produzem.
Noshperatt, por sua vez, começa a se aprofundar na questão dos nichos e, mais importante, por que alguns nichos rendem e outros não.
O que o blog do Marco e do Gilberto têm em comum? Escrevem para um público que é o chamado "techsavy", o pessoal que nem enxerga anúncios, muito menos clicar ou comprar algo através de um link patrocinado.
Para quem pensa que esse problema é exclusividade de quem escreve em português, recomendo assistir ao vídeo que o Darren Rowse publicou recentemente, falando exatamente sobre esse assunto. O vídeo explica porque ele não utiliza mais anúncios do Google no problogger.net.
Como nem todos dominam o inglês, vou resumir alguns pontos que parecem ser comuns a qualquer blogosfera, seja em que língua for.
Ao mesmo tempo, ele aponta soluções que podem ser facilmente aplicadas a cena brasileira, com um pouco de criatividade.
Antes de falar nisso, um aparte:
A blogosfera brasileira parece pensar muitas vezes que o Adsense é o único programa de afiliados que existe. Não estou dizendo que é o caso dos blogueiros citados, todos sabem que o Marco é responsável pelo Boobox, e o Gilberto é muito inteligente para ter esse tipo de visão. Falo de blogueiros iniciantes, que pensam que esse tipo de anúncio é a panacéia universal.
Não só os metablogs padecem de carência de cliques, todo blog focado em leitores de nível técnico mais alto vêem o mesmo acontecer.
Isso não quer dizer que é impossível ter uma boa renda com esse tipo de site, mas requer bem mais trabalho:
Uma dica não técnica para concluir: leia esse artigo do Bruno Alves, no qual ele fala, entre outras coisas, sobre certas práticas e idéias que têm se espalhado pela blogosfera e que mais atrasam a vida dos blogs do que qualquer outra coisa.