Todo mundo conhece aquela brincadeira onde, geralmente em uma sala de aula, uma frase é dita ao ouvido da pessoa sentada na primeira classe de um dos lados da sala. Depois, a frase é repassada de ouvido em ouvido, até chegar ao outro lado.
O resultado, invariavelmente, é uma frase completamente diferente da que iniciou a brincadeira.
No final-de-semana que passou, vi como isso pode acontecer na Internet, fruto da leitura apressada.
Sexta-feira, publiquei um texto sobre o filme pornô de Leila Lopes, terceiro de uma série que acompanhava o assunto desde o surgimento.
Desde o primeiro texto, eu chamei Leila de “tia Leila”, em função de ela ter 25 anos há pelo menos uns 20 anos.
É aqui que a coisa começa a ficar engraçada.
Sexta-feira mesmo, o texto sobre o filme foi linkado, e a brincadeira foi tomada como fato:
[...] Tanto é que já saiu a capa do filme onde ela faz o papel de “Tia Leila”, uma atriz aposentada que volta da Europa e se relacionada com um seminarista.
Até aí, tudo bem, algum blogueiro apressado para caçar paraquedistas em função da história.
Ontem à noite, notei um fluxo grande de visitantes vindos de um blog do Click RBS. Novamente, é dado por verdade o “Tia Leila”.
E a saga continua, hoje pela manhã, folheando o glorioso “Diário Gaúcho”, encontro uma nota sobre o filme, provavelmente tirada do blog do Click RBS.
Um blogueiro ler pouco mais que o título já é complicado, um blog de um grande veículo de comunicação fazer o mesmo é mais complicado ainda.
Mas, e quando um jornal, mesmo que popular, faz o mesmo?
Não seria o momento de perguntar quem tem que aprender o que com quem?