O Guia das Estradas Brasileiras

O Paulo Lima, do Mundo das Tribos, me convidou para uma tag iniciada pelo Bruno Godoi, intitulada Se Beber Não Dirija. Pois bem, o fato é que sou extremamente descrente quanto a essas campanhas.

Todos os dias ouvimos e vemos campanhas de conscientização quanto aos perigos da equação direção + bebida, principalmente às vésperas de feriadões como esse que se encerra.

Na segunda-feira, a contabilidade dos mortos e feridos bate sempre novos recordes e, sempre, a bebida é citada como uma das maiores causas dos acidentes.

Pensando nisso, recliclei um post antigo que se encaixa muito bem no assunto. Digamos que esse texto se utiliza de um pouco da boa e velha psicologia reversa, tratando tanto do problema do álcool quanto do excesso de velocidade.

Motorista de final de semana

Dos Perigos de Dirigir Sob Efeito do Álcool

1. Você é um cara macho, e todo macho sabe que essa história de beba com moderação e se for dirigir não beba é coisa de boiola. Homem que é homem esvazia uma garrafa de Jack Daniels antes de pegar a estrada, para relaxar e aguçar os reflexos.

2. Pesquisas recentes do Instituto de Tecnologia do Piauí revelam que se a taxa de álcool no seu sangue for superior a 8 litros de álcool por litro de sangue, todos os postes transformam-se em borracha, desde que você acelere acima de 150 km/h. Faça o teste quando for levar a família para a praia no próximo feriado prolongado.

3. Não corra o risco de deixar os efeitos do álcool passarem antes de voltar de uma festa na madrugada. Se estiver com o estômago meio embrulhado, coma uma boa porção de batata frita com muito sal, regada a doses de tequila, não menos de 12. Para completar, nada como uma boa meia dúzia de cervejas antes de pegar o carro.

4. Coma alcoólica não existe, é invenção de mulherzinha. Se por um acaso não conseguir manter os olhos abertos na direção, confie em seus instintos. Não chegamos até aqui, com todos os perigos que nossos ancestrais das cavernas enfrentaram, bancando o sensível.

Mentiras e Verdades Sobre o Excesso de Velocidade

1. Teoria: o limite de velocidade, na maioria das estradas, varia de 80 a 100 km/h, e deve-se dirigir sempre pela pista da direita, no caso de pista dupla, só utilizando a da esquerda para ultrapassagens.

1.1. Prática: só dirija abaixo de 150 km/h nas curvas fechadas, por curva fechada entenda-se menos de 30º. Dirija sempre, eu disse sempre, pela pista da esquerda.

2. Teoria: deve-se manter uma distância segura do veículo da frente, pelo menos o suficiente para enxergar suas rodas traseiras e um bom pedaço da estrada. Acima de 80 km/h, essa distância deve ser maior ainda.

2.1. Prática: sempre que alguém ousar ficar no seu caminho, andando a menos de 160 km/h, cole em sua traseira, deixando espaço suficiente apenas para uma pulga, sendo que se houver uma mosca no para-choque traseiro do veículo da frente, essa deve morrer.

3. Teoria: se um veículo lento, andando abaixo do limite de velocidade, estiver na sua frente, aguarde que se desloque para a pista da direita, mantendo a distância recomendada no tópico 2.

3.1. Prática: cole em sua traseira, como descrito no tópico 2.1, ao mesmo tempo em que liga a luz alta do farol, de preferência xenon, mirando os espelhos retrovisores (isso é especialmente eficaz à noite). Buzine incessantemente ao mesmo tempo em que estende o braço esquerdo para fora, com o dedo médio apontando para cima.

4. Teoria: se um veículo estiver entrando na estrada, vindo de uma pista externa, reduza a velocidade para facilitar.

4.1. Prática: acelere e desloque o veículo o mais que puder para a direita, se mesmo assim o infeliz insistir em entrar, parta para o procedimento 3.1.

5. Teoria: se numa zona urbana houver uma sinaleira e algum veículo à sua frente tiver problemas mecânicos e não puder sair do lugar, pare no acostamento, ligue o pisca-alerta, coloque o triângulo de sinalização à dez metros do seu veículo e ofereça ajuda.

5.1. Prática: carregue sempre uma arma de bom tamanho (.45 para cima) ao alcance da mão, desça com ela em punho e descarregue nesse filho de satã.

Convido os seguintes para continuar: Rafael Slonik, Daniel Hyperman, Janio Sarmento, Kadu.

Escrito por

j. noronha criou esse site em 2006, além de outros menos memoráveis.

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