O Google se transformou na Microsoft 2.0?

Primeiro foi a questão da parada de crescimento na capacidade de armazenamento do Gmail (já voltou a crescer), que todo mundo noticiou junto com a parada da calculadora (já está funcionando). Depois a falha que permitiu acesso à listas de contatos. Até quem é muito desligado sentiu cheiro de fumaça no ar, avisando que havia algo errado com o Google.

Depois, a Tina Harris, sempre bem informada, deixou um comentário que me fez ir mais a fundo na história, graças a um link que ela me passou.

Esse link, em inglês, traz algumas novidades que eu não vi em nenhum site em português (ao menos nessa quantidade), à respeito das bolas foras chutadas pelo Google nos últimos 5 anos. A grande discussão que o site levanta, linkando para vários sites e blogs respeitados que corroboram os pontos levantados é, resumidamente, a seguinte:

O Google se transformou na Microsoft?

Quando foi fundada numa garagem, por dois estudantes de Stanford, a empresa adotou a política de ser a anti-microsoft, inclusive popularizando o slogan “do no evil”, referência que ficou mais clara ainda quando seu sistema de buscas foi se transformando no portal que é hoje (apesar do Google negar ter se transformado num portal). Produtos gratuitos e eficientes versus software que já nasce obsoleto e custa uma fortuna.

Até aí tudo bem, o Google continua não cobrando por nada, mas o olho nos lucros parece ser cada vez maior, e percebe-se realmente que há algo muito errado quando Blake Ross, o pai do Firefox, parceiro de destaque e prestígio do Google escreve em seu blog:

Blake Ross

Trust is hard to gain, easy to loose

Ou, “confiança é difícil de ganhar, fácil de perder.

O artigo, para quem não lê em inglês, bate pesado no Google, questionando, principalmente, a lisura dos resultados de busca, em que até termos como “Yahoo calendar” trazem as “tips”, que ele chama de anúncios camuflados, do Google calendar. Ou qualquer busca que envolva blog, que traz “tips” para o Blogger.

Sites como o Googlewatch vão além, comparando o Google ao Big Brother (não o da Globo, o do livro do George Orwel), e chegam a exagerar (será?) dizendo que no futuro próximo todos hospedarão seus sites nos servidores do Google, numa internet totalmente diferente que eu chamaria de internet 3.0, ou Googlenet.

A conclusão à que todos parecem chegar é que se o Google se transformar numa versão da Microsoft no quesito mesquinharia, estará fadado ao fracasso e à falta de credibilidade que a empresa de Gates enfrenta hoje, perdendo cada vez mais terreno para o software livre e mesmo para os concorrentes pagos, e fadada ao fracasso (claro que não vai acontecer hoje ou amanhã, mas vai).

E você, o que acha?

Artigos Relacionados:

Assine a newsletter, é grátis, basta digitar seu email abaixo e clicar em enviar:

14 Comentários para “O Google se transformou na Microsoft 2.0?”

  1. Kall disse:

    O Google para ser sincera tem me surprreendido,ate que bem rs,ainda nao tive problemas com ele a nao ser pelo orkut,mas sem comentarios ne hahaha
    Bjka.

  2. Hugo disse:

    Olha, o google tinha me agradado bastante com aquele história de parar de lançar tantos produtos e se voltar mais à integração.

    Mas agora nem sei mais. Nada de muito bom acontece há um bom tempo….

  3. Falamansa disse:

    Acho que uma hora ou outra o Googl vai começar a cobrar pelos serviços, e aí vai começar a despencar

  4. Rangel disse:

    Eu não acho que o google vai cobrar pelos serviços, mas eles tem que começar a pensar em – pelo menos – aumentar a transparência de seus serviços, para que o usuário não pense estar sendo enganado, exatamente como essas “tips” do adsense.
    Não é só o Google, qualquer um que tentar seguir os passos da Microsoft vai ter o mesmo destino, repúdia (com ou sem mto dinheiro)!
    Abs

  5. Felipe disse:

    Hm, o Google sempre foi ambicioso. Seu crescimento se deve a ambição, quanto a mesquinharia da Microsoft, considero besteira. É normal que as empresas queiram dominar o mercado onde participão, assim como o Software Livre uqer dominar um mercado. Esse papo todo de software livre ser liberdade, bondade e fraternidade, ou melhor, o eslogan da revolução francesa, igualdade liberdade e fraternidade não colam sinceramente. Todos sabemos o real interesse de softwares livres. Não sou contra, sou parcialmente a favor. Assim como acho que o Google vai continuar investindo pesado para dominar esse mercado que é dele em grandes partes. Mas o mundo não é só o Google e muito vai acontecer sem ele.

  6. Cleyton Rodrigues disse:

    Eu até ia deixar minha opiniao aqui, mas ao ler o recado do Felipe (logo acima) senti que ele disse muito bem o que penso. E é isso mesmo, todos querem o pedaço maior do bolo, diga o que disserem.

  7. Dani disse:

    Olha, pela maneira com que o Google tem agregado ferramentas à sua idéia inicial e a julgar pela dependência cada vez maior que nós temos dessas mesmas ferramentas, acho meio difícil que ele fracasse. E isso realmente o deixa cada dia mais parecido com a Microsoft. Ambos, um mal necessário. Abraço.

  8. Fabio disse:

    O Google tende a perder espaço se continuar com essas praticas (tips), a relevancia das páginas apresentadas nas pesquisas já está bem longe do ideal, e desse jeito é que mais me desanima a utilizar esses sistemas de busca.

  9. J Schroeder disse:

    Google já removeu as tips. E eu duvido muito que ele vai acabar como a microsoft. Os caras são muito antenados, e “Google mal necessário”? Eu diria um “bem necessário”.

  10. Hugo Sousa disse:

    O Google não é o Google, apenas pelo seu mecanismo. Mas se o Google começar a “manipular” os utilizadores acho que vai perder toda a sua confiança e toda a sua grandeza.

    Abraço

  11. Ivan disse:

    Mas, uma coisa é verdade. Tudo o que vem do Google é o máximo, não acha?

  12. marcus disse:

    As origens da Microsoft, Apple e Google são parecidas: estudantes inteligentes que tiveram uma boa idéia e conseguiram botá-la em prática com pouco capital inicial. Não creio que o Google torne-se uma Microsoft 2.0, até porque acho que computadores com programas instalados no HD tendem a desaparecer com o tempo (veja o writely e o google spreadsheets como exemplos disso). Ou seja, o modelo de negócios da Microsoft (ou Adobe, Autodesk, Corel, Maya) tende a desaparecer num futuro próximo, substituído por aplicações online. Ficarão só os prestadores de serviço, como o Google hoje é, e aí teremos um novo modelo de negócio dominante.

    A Tina indicou-me teu blog. Ele é bastante bom. Parabéns.

  13. Julioverme disse:

    Para alguns o Google é o anti-cristo , para outros a melhor invenção do mundo . A justiça de São paulo quer o Youtube fora do Brasil , o Youtube é do Google . Alguém aqui passa 1 unico dia sem utilizar os serviços do Goolge ? Duvido …
    Genial o termo “Microsoft 2.0″ !!!

Trackbacks/Pingbacks