
Mercado de Trabalho (Escravo) no Brasil
Uma amiga começou a procurar emprego, para dar uma força ao pai nos gastos com a faculdade.
Comentei com ela que seria fácil, já que ela tem boa formação, é jovem, culta, bonita e gostosa, itens sempre em alta no nosso tão exigente mercado de trabalho (isso é sarcasmo?*).
Ontem ela me contava os resultados, que sinceramente me surpreenderam, já que trabalho para mim há pelo menos 3 anos e antes disso estava em um emprego público estável desde 2000.
Ela se candidatou a uma vaga de vendedora em uma dessas lojas de grife, daquelas em que um cinto custa mais do que ganha um professor estadual por mês. A loja em questão faz parte de uma rede espalhada por todos os shoppings com público-alvo nas classes A e B.
Participou da seleção, passou por entrevistas, testes etc. Desistiu quando o emprego já era dela.
O motivo? A loja não paga salário fixo, apenas comissões, que só são pagas se a meta de vendas (altíssima) for atingida ao final do mês. Caso não seja atingida, o funcionário recebe um salário mínimo no primeiro mês. Se não for atingida no segundo mês? Demissão.
Falando Nisso
Fiquei sabendo que algumas grandes redes de lojas, dessas espalhadas pelo Brasil inteiro, também adotaram a prática. Além de não pagar salário fixo, produtos de valor mais alto, como TVs de LED ou mesmo as de LCD, não rendem um centavo de comissão.
Assim é fácil ser empresário.
*Como diria Sheldon Cooper
6h na Fila, 24 na Internet
A Internet nos fez esquecer o quanto ir ao banco se assemelha a uma viagem ao inferno.
Hoje eu precisava depositar um dinheiro que não podia esperar pela compensação do doc eletrônico nem que os caixas fizessem os depósitos acumulados nos caixas eletrônicos.
Você sabe que sua tarde vai ser um pesadelo quando vê fileiras e fileiras de cadeiras acolchoadas em frente aos 3 caixas, que invariavelmente têm apenas 1 funcionário atendendo.
Sua tarde se torna um pesadelo quando sua senha tem 3 dígitos e o painel recém marca 2.
Educação, ou Falta de
Li na Veja que o Brasil é um dos países que mais investiu em educação nos últimos anos, ficando lado-a-lado com países de verdade como a Suécia.
Esse investimento, no entanto, não obteve resultado algum, já que nossos alunos saem cada vez mais analfabetos das escolas, e os comentários em blogs estão aí para confirmar o fato.
Como a Veja vive em seu próprio universo particular, ninguém conseguiu apontar a verdadeira causa do problema, que eu grito aos quatro ventos desde sempre.
Por que raios investimento em educação nunca passa por salário de professor? Por que o sujeito tem que trabalhar 60 horas por semana, dividido entre três escolas, para ganhar o que ganha um residente de medicina com carga horária de 20 horas semanais?
Como já dizia alguém cujo nome me escapa: pense nisso.