
- Pára de fazer cara de paisagem - Mas eu só sei fazer essa...
A série Buffy, a Caça-Vampiros, deu origem a uma tradição estúpida da qual sofremos as consequências até hoje:
Vampiros bonzinhos, que não matam, não chupam (opa!), são limpinhos… em suma, são tão sem graça quanto qualquer mortal.
Raciocine comigo, se você fosse imortal, tivesse força sobre-humana, pudesse se deslocar em um tiro e ainda por cima fazer qualquer mulher ficar babando só com o olhar, você sentiria alguma necessidade de viver como os reles mortais?
Essa introdução é para falar de O Crepúsculo (Twilight, no original), que finalmente assisti.
Para quem não sabe, O Crepúsculo é baseado em um livro que já vendeu algo como 5 milhões de cópias. Eu não li, mas o meu cachorro leu, e não gostou.
A história começa bem, apesar de batida. Garota vai morar com o pai enquanto a mãe vai viajar com o novo marido. Cidadezinha cinza, fria e chuvosa, garota com cara misteriosa.
E pára por aí. A partir desse momento o filme tenta uma série de coisas, como se o diretor mudasse de idéia de minuto em minuto, piorando tudo a cada mudança.
O “garoto bonitão da vez em Hollywood”, que em um momento parece envolvido em mistério, no momento seguinte parece Peter Parker em Homem Aranha 3 de tão idiota.
A família do mesmo, de vampiros como ele, parece esconder segredos terriveis em um momento, para logo após revelar-se uma tipica família americana, não fosse o detalhe de serem vampiros, como eu já disse.
Esse é outro detalhe irritante. Como são todos bonzinhos, se alimentam do sangue de animais, “vampiros vegetarianos”, como diz o “garoto bonitão da vez em Holywood”.
Mas não é só isso Sílvio, o que mais ela ganhou?
Outro ponto difícil de engolir é a “garota gostosinha da vez em Hollywood”, aquela que foi morar na cidadezinha. O que parece ser um olhar misterioso revela-se o único que ela consegue expressar.

Alegre

Triste

Deita

Rola

Finge de morta
Eu contei, em 2 horas de filme a atriz Kristen Stewart faz duas caras diferentes, mas pode ter sido um engano causado pela iluminação.
E sim, eu já usei esse expediente da foto antes, mas não deu para resistir.
Eu aguentei até um pouco mais da metade, não consegui assistir até o final, já que meu cérebro ameaçou fugir pela orelha e já tinha convencido mais da metade do corpo a acompanhá-lo.
Claro que é um sucesso entre adolescentes do sexo feminino e eu nem deveria ter começado a assistir, mas a vontade de falar mal foi maior.