Negócios reais vs. negócios virtuais

Estava lendo uma matéria na revista Superinteressante, sobre empresas que tem um faturamento maior do que o PIB de alguns países. Chamou-me a atenção a história da Sears.

Seu fundador foi um reles agente ferroviário que vendia madeira e carvão nas horas vagas. Um belo dia, um joalheiro local recusou uma entrega de relógios. Richard Sears comprou a carga e revendeu a seus colegas de trabalho.

Com o sucesso da empreitada, ele fundou a firma R. W. Sears Watch Company, para vender relógios e jóias por reembolso postal.

O sucesso foi tanto que logo seu catálogo tinha mais de 500 itens. O segredo? Para quem vivia no interior dos Estados Unidos, era mais barato comprar pelos correios do que no comércio local. Estamos falando de 1895, época em que essa história começou, muito antes da idéia de um computador ter nascido.

O senso de oportunidade, aliado à relativa facilidade em abrir e manter um negócio nos EUA fizeram a fortuna de seu fundador.

E no Brasil, o que podemos aproveitar disso?

Abrir um negócio, contratar funcionários, pagar impostos e tudo mais que isso envolve, costuma levar empreendedores brasileiros à falência em seu primeiro ano de atividade. É um fato, ter um negócio por essas bandas é como ser um pincher enfrentando uma matilha de rottweilers.

A Internet se revelou uma boa maneira de passar por cima disso. Mesmo que você não tenha talento para escrever, é possível começar um empreendimento com um investimento mínimo e poucos riscos pela frente. Se você fracassar, as perdas serão mínimas, e é possível administrar seu negócio nas horas vagas, sem arriscar seu emprego (se é que você tem um, do jeito que andam as coisas).

Há muita gente no Brasil com excelentes idéias que morrem na casca por causa da burocracia que rege o mundo real. O negócio, se você tem uma mente empreendedora, é aproveitar enquanto se pode o mundo virtual. Ou você duvida que a burocracia não nos atingirá a médio ou (horror, horror) curto prazo.

Vejam o exemplo do Guia de Guarulhos, e aproveite para ler o comentário deixado por seu criador nesse post do Contraditorium. Ele soube aliar necessidade com criatividade e, ao invés de ser mais um vendedor de churros na esquina, correu atrás do prejuízo de uma maneira inteligente.

Escrito por

j. noronha criou esse site em 2006, além de outros menos memoráveis.

Siga-me no Twitter

Gostou? Receba mais no seu email, é grátis!