Livros de cabeceira

Eu havia declinado o convite para essa tag sobre livros, quando fui convidado logo no início da mesma. Depois fui convidado também pelo Mário Yanase, e novamente pelo Rodrigo Jacotei Schmidt :-) . Infelizmente não consegui localizar o primeiro que me convidou, se o mesmo ler essas mal-traçadas, por favor se manifeste.

Resolvi colocar a memória para funcionar, já que, vergonha vergonha… tenho lido muito menos do que gostaria nos últimos anos tempos.

Eu utilizei o título livros de cabeceira porque são livros que li em fases diversas da vida e ao menos duas vezes.

O Nome da Rosa, Umberto Eco - Se você não leu esse livro por ter visto o filme, leia. O livro é infinitamente melhor e conta uma história bem diferente nos detalhes, que é o que importa nesse tipo de obra. Pode parecer um livro difícil no início, com passagens em latim sem tradução e uma linguagem rebuscada, mas leia as primeiras 100 páginas e eu duvido que você largue.

Conta a história de um “Sherlock Holmes” medieval, com o devido Dr. Watson, que investiga mortes misteriosas em um mosteiro nas montanhas. Além do mistério, ele precisa enfrentar um terrível inquisidor, desafeto de outros tempos.

O Egípcio, Mika Waltari - Podem chamar de novelão, mas azar, eu gosto. As aventuras de um médico no antigo Egito. Mistura trechos do mais puro humor com a violência das guerras, ricamente descritas.

Ótimo quando ele comenta que a cirurgia para curar cegueira foi considerada um sucesso, apesar do paciente ter voltado a ficar cego após três dias.

Outro personagem genial do livro é o escravo Kaptah, que revela-se um comerciante de primeira e acaba se tornando o melhor amigo do protagonista.

A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera - Caso raro, o filme homônimo baseado no livro é tão bom quanto, guardadas as proporções.

A história de um médico nos tempos da Primavera de Praga e a virada em sua vida com a invasão soviética que se seguiu.

Aparentemente uma história sobre relacionamentos, acertos e fracassos, o autor vai mais fundo, buscando em Parmênides, Nietzsch e Sartre explicações menos rasas.

Todos do Rubem Fonseca, inclusive os que ainda não li.

Para dar continuidade, convido o Marcus, o Moskito, o Tiago Madeira e o Rafael Slonik.

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3 Respostas para “Livros de cabeceira”

  1. Excelentes livros, e muito legal sua participação!
    Grande abraço!

  2. [...] Noronha me convidou para o meme dos livros, aquele para listar as minhas 5 obras favoritas na literatura. [...]

  3. eu demoro, mas eu apareço.

    valeu o convite, noronha