Socorro. Essa é a expressão que eu imagino ver nos olhos de quem entrou em contato com o Google Buzz pela primeira vez.

Integrado ao Gmail, o serviço permite que o usuário veja as atualizações dos amigos em algumas redes sociais, feeds compartilhados etc.
A reação é semelhante à que se tem ao entrar no Google Wave: para que serve isso?
Há diferenças, no entanto. No Buzz você sabe desde o primeiro minuto que entrou em alguma rede social. Só não sabe exatamente o que fazer.
Você tem acesso rápido ao que é compartilhado por seus amigos, de uma maneira mais intuitiva e gráfica do que no Google Reader.
Você pode compartilhar fotos, (via Picasa e Flickr), updates do Twitter, vídeos (links do Youtube mostram uma miniatura do vídeo que se expande ao ser clicada, não testei outros sites de vídeos), blogs (hospedados no Blogger), links… praticamente qualquer coisa.
O problema começa aí. Os sites que podem ser conectados se resumem a meia-dúzia, não necessariamente os mais populares. Ao contrário do Facebook, que permite integrar praticamente qualquer coisa que você quiser, no Buzz a conexão é mais embaixo.
A reclamação que mais vi na tarde de hoje é que o serviço permite uma integração de apenas uma via ao Twitter. Ou seja, você não pode Twittar via Buzz, apenas postar seus twits.
Há também um excesso de informação, como se você pedisse uma empadinha de palmito e o garçom trouxesse um xis tudo com coca cola 1,5l (™Techboogie).
Mas a maior falha é que se trata de um stand alone, em uma época em que todos estão acostumados a usar algum aplicativo, graças ao Twitter.
Para usar o Buzz, você precisa dedicar uma tela ao serviço, e isso é um pecado mortal em uma época de atenção dividida, em que as pessoas querem e fazem no mínimo duas coisas ao mesmo tempo.
É cedo para dizer se vai pegar ou não, mas minha aposta é no não. As falhas estão exatamente nos pontos em que não é permitido falhar ao lançar um serviço a um mercado de concorrência tão alta e acirrada. Para vencer nesse mercado é necessário aliar-se à concorrência, por mais contraditório que isso pareça, não ignorá-la na insana ideia de que ela será derrotada.
Até 15 minutos atrás o Orkut parecia inabalável no Brasil, hoje o Facebook começa a mostrar que veio para ficar e ganha adeptos dia após dia, inclusive oriundos do O lilás. Isso acontece por que? Porque o Orkut falha nos mesmos pontos que o Buzz, se não em todos, nos que importam.
Mais informações pela rede:
Conheça o Google Buzz – Google Discovery