A Web 2.0 é mais do que cores esquisitas, tem também as tags, e os sites sociais, e ajax… deixe-me ver, ah, as tags, e os sites sociais, e as cores esquisitas e… ajax. Esqueci de alguma coisa?
Nosso gigante em berço esplêndido é uma criança na Internet, quando a banda larga já estava começando a funcionar lá fora, aqui se discutia se a EMBRATEL (lembram disso?) iria ter o monopólio do acesso à rede.
E uma criança estúpida, porque não tem capacidade de criar nada de novo, apenas copiar o que deu certo lá fora, ficando aquele gosto de déjà vu. O modelo a ser copiado no momento é a tal Web 2.0, muito rosa, laranja e ajax, mesmo que feito em tabelas.
Acompanhei a discussão em torno do Weshow que ocorreu no Contraditorium, sobre limitar uma vaga de emprego para quem tem entre 18 e 25 anos .
Outra questão me ocorreu, quando parei para pensar nos detalhes: jornada semanal de 44h, vale-transporte e vale-refeição. Só faltou uma cesta-básica por assiduidade.
Sou só eu ou mais alguém acha essa vaga digna do período fordista? Limitar um emprego desses a alguém que mora no Rio de Janeiro em tempos de banda larga nao parece algo extremamente retrógrado? Qual a necessidade da presença dessa pessoa para cumprir a função?
Essa mentalidade de empregados batendo cartão e aturando reuniões com algum “chefe” idiota é tão tipicamente brasileira que as pessoas não se dão conta do ridículo. E o “chefe” idiota não é particularmente endereçado ao Weshow, estatísticas comprovam que todo chefe que adora uma reunião costuma acertar o sorvete na testa.
Não seria muito mais fácil escolher alguém que entenda do assunto (procurar vídeos legais, se não me engano) em qualquer lugar do Brasil e deixar o cara trabalhar de casa?
Metas existem para isso, e qualquer programa vagabundo de mensagens instantâneas permite o contato permanente, para que um escritório, provavelmente separando os escravos funcionários em cubículos?
A única explicação que encontro é que não tem graça ter um negócio sem alguém para mandar, nossos “empresários da web” estariam muito mais à vontade no período da revolução industrial, certamente com um chicote na mão.
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clap clap clap
Me pareceu bem estranho para mim também, em plena tendência “onlinista” da WEB 2.0, um emprego 2.0 precisar da presença offline do funcionário.
Bem estranho.
Sensacional artigo! Faço de suas palavras as minhas!
Realmente, essa mentalidade retrógrada brasileira enche o saco -.-
Sim, seria. E o que mais me estranha é que tal idéia tenha partido de uma empresa do Fabio Seixas, aka O Cara que Ficou Rico com o Camiseteria.
25 anos?!?!?
Caracas, já tô com medo. Em breve eu passo da idade limite de conseguir um emprego…
Só vai sobrar vaga para datilógrafo.
A princípio eu também achei estranho um anúncio desses em tempos de internet. Depois eu pensei: o negócio é deles e gerenciam do jeito que quiserem.
Claro que as críticas com o objetivo de ajudar a fazer um sistema melhor poderiam (e deveriam) ser acolhidas pelos criadores, mas não acho que precisam ser ácidas.
é, eu também estou fora desse mercado de trabalho. Sou muito velho e provavelmente não entendo nada de vídeos legais. Me sobra continuar batendo o cartão na repartição.
Eis aí um baita impasse: os patrões à moda antiga (não necessariamente os mais velhos) desconfiam do trabalho online, a garotada não acredita em trabalho offline. Ambos estão mais ou menos certos; cada caso é um caso. Mas o grupo 1 tem mais chances de conhecer cada um dos métodos de trabalho, tomar sua decisão e investir nela. Se insistem em apostar no cavalo errado, quem sou eu para discutir? O grupo 2 tem baixa quilometragem no mercado de trabalho; falta-lhe uma certa experiência para discernir o que pode ser reduzido decentemente a janelinhas do Messenger.
Moro no Rio (vc já sabe) mas não vou me candidatar exatamente por esse motivo. Se o lance é procurar coisas na internet pra que eu tenho que ficar em uma empresa? Coisa de gente demente. No meu trabalho atual eu já estou fazendo uma proposta pro meu patrão pra poder trabalhar em casa. E olha que nem é tão simples como “procurar vídeos na internet”, mas depois de tanta tecnologia criada eu já posso fazer meu próprio horário trabalhando em casa e sem perder produtividade.
Pergunta: Será que pra entrevista tem que ir de terno e gravata?