A (nem tão) toda poderosa RIAA (Recording Industry Association of America) decidiu que é ilegal fazer uma cópia do CD que você comprou e pagou com seu dinheiro.
Jeffrey Howell é o “culpado” pela declaração, já que ao invés de aceitar um processo, contra-atacou, processando a Associação. Ele simplesmente fez cópias de mais de 2000 músicas de CDs comprados por ele, provavelmente para transferir para algum iPod da vida. Isso gerou a seguinte pérola:
The industry’s lawyer in the case, Ira Schwartz, argues in a brief filed earlier this month that the MP3 files Howell made on his computer from legally bought CDs are “unauthorized copies” of copyrighted recordings.
O advogado da indústria no caso, Ira Schwarz, argumenta em um documento do início do mês que MP3s feitos por Howell em seu computador, de CDs comprados legalmente, são “cópias não-autorizadas” de gravações protegidas por copyright.
A indústria do entretenimento está perdendo, e feio, a batalha contra quem baixa arquivos da Internet. E a culpa é da própria, já que ao invés de adaptar-se aos novos tempos, insiste em processos que apenas queimam sua imagem junto ao público e, em última instância, aumentam o número de downloads.
Por que as gravadoras não disponibilizam o download de seus acervos a preços decentes?
Por um lado, é sabido que brasileiros em particular não gostam de pagar por nada. Mesmo que uma música custasse 1 centavo de real (olha que não estou nem falando em dinheiro de verdade), o povo preferiria continuar baixando de graça.
Mas existe o resto do mundo, é sabido que a imensa maioria dos arquivos ilegais nasce em países europeus e asiáticos.
Aí vem o ponto que deixei escapar no último artigo que escrevi sobre isso. O que faz com que a distribuição de arquivos para download seja tão bem sucedida?
Organização.
Uma pesquisa mais a fundo mostra como funciona a distribuição de filmes e músicas pela Internet.
The Scene
Em bom português, “a cena”. Assim é chamado o meio onde CDs e DVDs são ripados, filmes são copiados direto das salas de cinema com câmeras portáteis ou ainda dos próprios rolos de filmes que são projetados na tela. Funcionários de locadoras também são membros ativos, fazendo cópias de DVDs de divulgação.
Depois que um membro da “cena” está com seu material pronto, ele é dividido em pedaços de aproximadamente 15 MB, compactado com o Winrar e enviado para um servidor de FTP.
De lá, os membros do grupo baixam todos os arquivos para seus computadores. Isso tudo é muito rápido, já que estamos falando de conexões de fibra ótica e coisas do gênero.
Quando todos estão com os arquivos em suas máquinas, começa o momento zero da distribuição. E não, não estamos falando em torrent, emule e afins. Esses são o subproduto da “cena”. Os arquivos chegam ali em um segundo momento.
A distribuição inicial se dá pelos bons e paleolíticos Newsgroups da Usenet. Os membros do grupo liberam suas cópias do arquivo simultaneamente. Em questão de horas, esses arquivos já estão em milhares de computadores mundo afora, já que os usuários dos Newsgroups costumam colocar os mesmos nas redes torrent e edonkey.
É uma organização digna de uma grande empresa, onde cada peça cumpre seu papel, utilizando-se de meios quase impossíveis de ser controlados e efetivamente rastreados.
A Indústria
Produtoras em geral e gravadoras em particular insistem em um modelo de negócios falido. Enquanto a Apple fatura milhões com o iTunes, eles acreditam que o melhor é continuar lutando uma batalha vencida, processando mãe solteiras e estudantes universitários.
Lembra muito Charles Chaplin, insistindo em produzir filmes mudos quando todos queriam cinema falado.
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Olha, você mandou bem na crítica e eu concordo com cada ponto. Mas você pegou pesado na parte sobre o Real. Falar que não é moeda de verdade é insensatez, ainda mais em pleno momento de ascensão econômica que estamos passando.
Diego,
.
O dia em que o Real for reconhecido e aceito internacionalmente, como o Euro ou mesmo o Dólar, eu serei o primeiro a rever minha posição
Bem, a parte de reconhecimento você já pode verificar lendo artigos de grandes economistas como Alan Greenspan, que já reconhecem o Real como moeda forte e estável. Já a parte de aceitação internacional, se fosse critério de valor, o Yen japonês também seria de mentirinha
.
Cara, eu adoro comprar CD. Sou colecionador e não abro mão do encarte e do CD em si, mas os preços estão fora da realidade. Existem casos em que comprar na Amazon um CD com melhor qualidade sonora (pois os produzidos no Brasil são muito ruins) sai quase o mesmo preço do similar nacional. Mas, vender um download de qualidade e com velocidade também seria muito bem vindo, para aqueles discos que você tem curiosidade de ouvir. Mas, esse lance de processar o cara por ter os discos dele no I-pod é o fim da picada. Sendo assim eu também sou criminoso.
Pagar R$ 1,00 para baixar MC alguma coisa?
passo.. ahhaahha
Mas quem realmente gosta de musica creio que pagaria sem problemas, o bom é que filtraria bem os pseudo artistas, se bem que o artista normalmente ganha mais com shows, para eles nao muda muito.
E por falar em RIAA, estão prevendo a morte dela em 2008. Mais detalhes podem ser vistos nesse texto que eu vi ontem, no digg.
Não baixo nada de lugar nenhum porque aqui nos EUA nnguém sabe quem vai ser o próximo bode expiatório. Prenderam dois guris que disponibilizavam Torrent (noteicia do LATimes há duas semanas.) O software de que preciso está no e-mule mas nós temos muito a perder caso fôssemos flagrados. É reconhecimento de voz para computador, seria tão baraatinho… No Brasil, “no problema” sem real ou com real. Aqui, ó! sujou geral.
Quando comecei a comprar Cds, em 1987, eles custavam US $ 6.99. É ridiculo o preço dos CDs, francamente.
Excelente perspectiva, j.noronha.
Caraca! Nem imagina que os arquivos pré-torrent “aparecessem” dessa maneira, obrigado por me fornecer mais informação