
Let the Right One In (Låt den Rätte Komma In) é um filme sueco que trata de um tema não muito comum, ao menos da maneira como é retratado.
É a história de um garoto, Oskar (Kåre Hedebrant), tímido e solitário, que sofre na mão dos valentões da escola.
Uma noite, conhece a nova vizinha, uma garota de 12 anos que, segundo a própria, tem 12 anos há muito tempo.
Esqueça os filmes de vampiro norte-americanos, aqui não há glamour, heróis ou bandidos. Os personagens são extremamente reais, do tipo que você encontra no bar da esquina.
Esqueça também os filmes de terror convencionais, aqui não há sustos, nem música eletrizante ou efeitos especiais espalhafatosos.
É muito mais um filme sobre amizade e solidão do que um filme de terror.
A paisagem do inverno sueco só faz aumentar o incômodo que se sente a maior parte do tempo, com suas noites que começam às 4 da tarde.
Eli (Lina Leandersson), a vampira em questão, tem mais alguns segredos que talvez você só descubra se assistir ao filme pela segunda vez, ou ler os spoilers no IMDB.

Há muito tempo o cinema europeu, junto do asiático, é responsável pela produção para quem tem mais de 130 pontos de QI. O cinema americano, cada vez mais, dispensa o uso do cérebro por parte do público.
Sim, eles já compraram os direitos do filme para realizar uma versão em inglês, que provavelmente será rebatizada como A Vampira Adolescente e terá classificação de no máximo 12 anos.
Voltando ao filme, ele não traz novidades no rol de vampirices, seguem valendo os problemas com luz do sol, e convites para poder entrar em uma casa. A questão do convite, principalmente, rende uma cena memorável, onde a menina resolve mostrar o que acontece quando não é convidada.
Há tempos não me empolgava o suficiente com um filme a ponto de escrever à respeito. Para falar a verdade, desde que assisti a O Incrível Hulk minha vontade era de vender o DVD e/ou nunca mais entrar em um cinema.
Felizmente existe o cinema europeu para lembrarmos que filmes se fazem também com uma boa história e bons atores, sem precisar gastar 200 milhões de dólares em efeitos especiais.









Hummm será que vai parar nos cinemas “cool” daqui de São Paulo ou vou ter mesmo que baixar prá ver? Fica a dúvida…
Pequenas alegrias nos feeds. Isso lembra que tenho que abrí-lo mais vezes
A plavra mágica pra mim é Vampiro (e suas variantes). Adoro. Qualquer coisa relativa em qualquer uma das artes. Essa tua dica, pra mim, foi sensacional!
Assisti esse filme no começo do ano em uma sessão do IndieLisboa. Achei bastante terno e ri muito com o pai estabanado de Eli e com uma seqüência na piscina perto do fim. Contudo, fiquei bastante intrigado foi com o final…
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Fiquei com a sensação de que a Eli não é tão ingênua e inocente quanto aparenta. De fato, acredito que quando o “pai” dela a conheceu, ele era um moleque apaixonado tal qual o Oskar.
Pela cena final aposto que em pouco tempo o Oskar estará matando pessoas para alimentar a pequena vampira.
O que achas da teoria?
Esse filme já estreou no Brasil?
Abraço,
Ilo,
A tendência natural é pensarmos no melhor, mas tua teoria realmente faz sentido. Talvez seja essa mesma a intenção do autor do livro no qual se baseia a história (não o li, parto do princípio de que foram fiéis ao mesmo), a ambigüidade.
Foi exibido em uma mostra de cinema, mas não deve ter entrado em circuito comercial ainda (se é que irá entrar).
Só pelos trailers, já me interessei. Ainda mais com a sua bela resenha. E com certeza, não irá passar nas grandes salas de cinema, o que vai ser bom, não haverá filas imensas e só terá pessoas com Qi alto.
Excelente filme! baixei na hora e assisti.. gosto muito de filme de vampiro. Como é bom ver filmes assim, não que eu não goste de efeitos especiais, mas tem que saber usa-los, o filme retrata 2 tipos de solidão, do garoto e da vampira mirim, que se identificam e se gostam, tudo na medida certa.
Realmente o filme nao e pra qualquer um…eu adorei.Quanto ao final,o que posso dizer…uma das mais fantasticas sacadas do cinema.Agora vou atraz do livro…
Não estou com tempo e paciência para ler os comentários, então vou dar uma de usuário web comum e perguntar onde consigo esse filme?
Interessante, fiquei curioso pra ver o filme
Assisti o filme há poucos minutos e fui louco pro google procurar uma biografia da Lina Leandersson e comentários sobre o filme - e eis q vim parar aq (aliás, faço coro com o Cidão: mto boa sua resenha J. Noronha!
Estou também de pleno acordo com o Ilo Aguiar, tive logo a impressão de q o pai da Eli não era bem o pai dela e sim aquele q um dia foi como Oskar, um jovem apaixonado q percebeu a triste condição da vampirinha e quis dedicar sua vida ao seu amor… Mas enfim, são apenas vãs elocubrações, como diz um amigo.
O filme é ótimo e vale apena ter na coleção.
Um abraço.
Vou aproveitar a dica! Fiquei muito curiosa. Sou fã do gênero (vampiro) desde muito tempo, quando assistir numa madruga o filme ” As noivas do Vampiro”.