O Marmota foi para a Holanda e as noites em claro naqueles bares escuros e enfumaçados já começaram a surtir efeito.
Em um exercício de futurismo, ele retrata o cenário que teremos na Internet daqui a cinco anos. Popularização e diversificação dos meios de acesso, aumento exponencial do número de pessoas conectadas, web 4.0 (total flex?) e outros termos que eu nem sabia que existiam.
Eu concordo com ele em alguns pontos e sou pessimista em outros. Considerando o Brasil como universo do estudo, não vejo grandes mudanças se desenhando.
Se fizermos uma comparação com 2002, o que aconteceu com o brasileiro frente à rede mundial?
Eu já disse isso antes e volto a repetir. O brasileiro médio só conhece o Google, o MSN e o Orkut. Não duvido que muitos pensem que é tudo uma coisa só e que o resto esteja ali dentro, por obra de alguma mágica.
RSS Feed é algo tão distante da popularização quanto a física quântica. Não tenho dados disponíveis, mas acredito que a imensa maioria não sabe nem da existência dos favoritos no navegador. Por sinal, não sabem nem o que é navegador. O botão azul que eles clicam é a Internet, não um software.
Você que está lendo esse texto provavelmente tem um blog. Já parou para analisar o comportamento dos paraquedistas?
Em um hype como o da Cicarelli, seu blog foi invadido por milhares de pessoas que de outra forma jamais saberiam de sua existência. Digamos que em um dia você tinha 1000 visitas diárias, no outro, 50 mil. Depois que o hype passou, quantos leitores você voltou a ter por dia? Ouvi alguém falar em mil? Vá lá, que a média tenha aumentado para 1200.
Mas, o que são 200 visitas em um universo de 50 mil? Supondo que seu conteúdo tenha qualidade, por que tão poucos se tornaram leitores fiéis, voltando regularmente?
Simples, eles não sabem o caminho de volta. Não usam favoritos, RSS é usado para rir.
Digitar o endereço na barra?
Eles não sabem escrever, just like that.
Estou exagerando?
Visite esse site, depois volte para concordar comigo.
Depois de pintar esse quadro, vejo a web daqui a 5 anos com o mesmo olhar daquele cara que já viu muita coisa na vida e gostou de muito pouco.
Hoje o computador já chegou as classes C e D. A Ystéffany e o Wellingttom ficaram felizes da vida por poder enviar recados com figurinhas piscando no Yorgut. Agora o Uílliam e a Gennypher já podem copiar e colar seus trabalhos escolares direto da Wikipedia, sem o incômodo de ler ou entender algo.
Daqui a cinco anos, computador será tão popular quanto celular, o que quer dizer que todos terão a oportunidade de expor ao mundo sua ignorância.
Redes sociais, web (insira o número ponto zero aqui), web semântica? É de comer? Dá para usar no MSN?
Enfim… Apesar do pessimismo, acho tudo muito positivo, e de certa forma perigoso, no que diz respeito a tirar dinheiro de tudo isso.
Se por um lado anunciantes sabem que apenas uma parcela mínima clica em seus anúncios por interesse genuíno, e já contam com isso na hora de preparar o orçamento de suas campanhas publicitárias, pode chegar a hora em que ninguém mais ache interessante anunciar na Internet, face ao baixo nível cultural e econômico do público.
Não acredito que o quadro chegue a tal ponto, a própria publicidade está se adaptando as novas regras do jogo, onde é preciso desenhar para que o público-alvo entenda. Esse é o ponto que considero positivo, caso alguém ache que foi contraditório o parágrafo anterior.
Sobreviverão os mais adaptados nesse processo evolutivo. E eu pretendo estar aqui, escrevendo, senão para blogueiros, para o público em geral.
Já comecei a assistir malhação e estou inclusive treinando para substituir o s por ç.
Show me the money!
Como essa tag parece bem interessante, convido a dar continuidade o David Hank Hilder Santos, O noivo da Madame Bela, Nospheratt, que por sinal anda meio sumida, o Sergio Lima, que eu espero que traga um pouco de otimismo ao tema, e o Bernardo Bauer, com seu humor do leste europeu.









A única coisa que eu sei que não vai mudar nunca:
- Blogueiros de blogs menores (como o meu), reclamando que as pessoas só fazem blog pra ganhar dinheiro e blá, blá, blá.
Já estou até cansado de tanta gente reclamando. Bem que daqui a cinco anos isso podia mudar.
Hei, eu conheço esse cara na foto!
Pois é, e ainda tem gente inventando nome complicado para os blogs. Quanto mais simples e semântico melhor.
Acho que as medidas continuarão sendo proporcionais, a internet vai continuar crescendo, as salsinhas também, mais lixo vai ser criado, e mais consumidores virão para esse novo lixo produzido. Porém, mais coisas boas virão, mais leitores que sabem concatenar mais que 3 palavras na mesma frase virão e tudo fica lindo.
Sò teremos que garimpar um pouco mais…
No Brasil cinco anos é pouco para uma “revolução”, de qualquer tipo. Nunca tinha pensando de não valer a pena anunciar, devido ao público que será criado. Mas tem link patrocinado até no orkut. Fazer o que…
Penso que daqui a cinco anos a(o) Google irá falir e o caos irá tomar conta da internet. Profético.
Está registrada aqui essa profecia.
“Digitar o endereço na barra?
Eles não sabem escrever, just like that.”
Noronha, não duvido nada que eles sequer saibam o que seja a barra de endereços.
Na verdade, a grande maioria sequer olha o endereço quando eles clicam em algum link no “EME-ÉSSE-ENI”, “IORGUT”, “GUGOL” ou “IUTUBI”, vide a quantidade (e principalmente a qualidade) dos comentários deixados por paraquedistas.
Olha. Eu não pinto um clima tenebroso. Minha sogra que não utilizava um computador há um ano atrás, já sabe usar o favoritos, e-mail, msn e orkut.
Navega pela Internet normalmente. Tá certo que ainda é ingênua o suficiente para acreditar em tudo o que lê, mas mesmo isso está mudando.
Acho que tudo pode mudar se houver vontade para isso.
Meu futuro é miguxo!!!
Em qualquer dicionário da língua portuguesa que você tiver, haverá a definição para uma palavra que eu adoro: autofagia.
Os blogs são sistemas autofágicos por natureza. Excluindo-se algum hype de vez em quando, só são lidos por outras pessoas…
[...] teve a iniciativa por conta deste post do J. Noronha do Fim da Várzea, aconselho a leitura de [...]
Eu concordo com você. Imagina os hypes na política, como essas pessoas votam? Agora imagina porque nosso Brasil está assim. As pessoas são padronizadas, poucas saem da regrinha de churrasco, futebol e cerveja, carro e coca-cola.
Oi galera, bom pra começo de conversa eu sou um paraquedista :).
Achei seu texto dahora mesmo, mais acho que eu ri muito pq mais da metadade das pessoas que eu conheço são assim, minha região ou acho ate o nivel social ou economico que ando não está acostumado com a tecnologia. Chega ser até engraçado…
Bom concordo com o maré mansa muita gente é padronizada mesmo
Flw
Em 2012 não existirão blogs.
Se existirem, só em território norte-americano, pois os EUA vão ter esgotado os seus recursos naturais e os outros países serão colônias de escravos para suprir as necessidades da raça estadunidense.
[...] não saibam aproveitar de muitos recursos da rede - somente aqueles famosos Google, Orkut e Msn (o J. Noronha, que diga), é evidente que o tempo de uso na Internet aumente ao passar dos [...]
<p>Meme - Como serpa o meu/seu blogue em 2012?</p>
<p>O fio da Meada<br />
O Meme começou com o Marmota, em comemoração aos 5 anos do seu blogue… [o Sérgio Blog também já chegou aos 5 aninhos de idade e já está na versáo 2.4 :-)] …Lá, o André destila um pouco do seu otimismo sobre a cena da blogosfera em …</p>