Como Salvar Meu Casamento?

O cinema norte-americano popularizou alguns conceitos que só são menos hipócritas do que os próprios norte-americanos.

Sinceridade, honestidade, fidelidade, terapia de casais e outras coisas que seu avô chamaria de viadagem hoje são consideradas fundamentais para manter qualquer relacionamento funcionando sem tentativas de agressão com uma frigideira.

Os divórcios estão aí para provar que nada disso dá certo na vida real, e as pessoas seguem procurando a receita ideal para uma vida a dois tão feliz quanto um comercial de margarina.

Meus conhecimentos sobre as mulheres, enquanto homem, se limitam a dizer sempre que ela está magra e elogiar qualquer roupa. Isso causa certos embaraços, como quando ela sai do quarto para perguntar algo e eu repondo que a roupa está ótima… e ela ainda está vestindo um robe e com apenas meia chapinha pronta no cabelo.

Fora isso, só sei que elas gostam de serem coladas na parede quando beijadas (principalmente no início do relacionamento) e adoram um homem que tenha o que elas chamam de “pegada”.

Comecei a pensar então nos relacionamentos do passado, quando as pessoas passavam a vida juntas, tentando entender o que havia de diferente.

Os valores eram outros, é claro, as mulheres não eram tão independentes e havia muito preconceito contra pessoas “descasadas”, mas não pode ser só isso. Não acredito que uma sociedade inteira se contentasse com vidas a dois insuportáveis, se não houvesse alguma forma de compensação.

Nessa época remota, esposas, também conhecidas por “minha Senhora”, deviam ser “respeitadas”. Por respeitada entenda-se papai-e-mamãe de 15 minutos duas vezes por semana e olhe lá, sem ao menos tirar o pijama.

Fora de casa, valia tudo. E tome viagem de negócios com a secretária, escapadas no meio da tarde… a imaginação é o limite.

A “minha Senhora”, por seu lado, tinha o dia livre para fazer compras, cuidar da casa e dar para o leiteiro, padeiro, jardineiro etc. Só não dava para o analista de sistemas porque a profissão ainda não havia sido inventada.

Com eles, ela não precisava ser respeitada e podia se divertir à vontade, assim como seu marido se divertia com a mulher do leiteiro, do padeiro, do jardineiro, que eles respeitavam como manda o figurino.

Claro que tudo isso pode ser apenas invenção da minha cabeça, mas você já notou como temos muitos parentes, geralmente um pouco mais velhos, que não se parecem com ninguém da família?

Quem é de uma família de loiros (ou morenos) e não tem um parente inexplicavelmente moreno (ou loiro), que atire a primeira frigideira.

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3 Comentários para “Como Salvar Meu Casamento?”

  1. Neto disse:

    Com a mídia colocando a mulher independente num pedestal (de ilusão) como estão fazendo agora, e muitas delas achando que isso é o máximo do máximo, foram-se embora todos os valores morais.

    Mulher de verdade hoje tem nome de piriguete.

    • Damnati disse:

      Na blogosfera, a mulher quer saber o tamanho do seu cheque do AdSense. Você é um monetizado de sucesso ?

      Vai tirar o nofollow dos comments para o meu bloguinho miguxo ?

      Se eu der o nome aos bois vai ter tubarão do Interney pisando nas calças. Até na blogosfera as devotas da Luciana Gimenez têm terceiras intenções.

      • MILVA disse:

        Concordo que duas pessoas que não se suportem, precisam dar um basta na situação, mas não podemos generalizar,quer dizer, brigou separou,temos que saber respeitar as diferenças dos outros,e conviver com elas.E os valores morais onde ficam?
        Vivemos em uma sociedade corrompida por idéias modernas,onde tudo o que é agradável aos nossos olhos é correto, e não é verdade!

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