Blogando para inglês ver
Tenho pensado seriamente na possibilidade de lançar um blog em inglês e, mesmo com os poréns que isso envolve, me parece uma alternativa interessante.
A Efigênia ™ brasileira cresce, mas um fato tem que ser levado em consideração: o dinheiro de verdade está reservado para blogs em inglês.
Mas o que é necessário para iniciar um blog com chances de sobreviver e crescer em um mercado tão competitivo, caso você esteja pensando também no assunto?
1. Nicho.
Isso é positivo, blogs de nicho têm muito mais mercado, já que você vai escrever para muito mais gente. Mesmo o português sendo a terceira língua mais falada no ocidente, o inglês é a língua universal, goste-se disso ou não. Você deixa de escrever para uma audiência classe B para baixo, na maioria, e começa a escrever para uma sociedade de consumo de fato, o que facilita muito na hora de começar a faturar.
2. Qual nicho?
Essa parte já é mais difícil. Tecnologia está fora de questão, não temos acesso a informações de cocheira que fazem a diferença na hora de competir com gigantes como o Engadget. O ideal seria vasculhar a blogosfera anglo-falante em busca de um nicho não muito explorado, mas que ainda assim tenha um bom público-alvo.
3. Dominar o inglês não é suficiente.
Escrever naquele inglês do Yázigi é o primeiro passo para quebrar a cara. É preciso pensar na língua em que se escreve, saber construir uma sentença com o sentido correto. Tudo isso criando um conteúdo interessante.
4. Qual a maneira de atingir esse nível na escrita, mesmo que você não tenha morado fora do País?
Ler e praticar muito a escrita em outra língua é o primeiro passo; assistir muitos DVDs sem legenda ou com a legenda em inglês também ajuda muito. Sugiro os seriados Seinfeld e Sex and the City, o inglês nova-iorquino que eles falam nessas séries é de longe o de mais fácil entendimento.
5. Quando escrever em inglês, esqueça do Brasil e do português.
O Brasil não interessa ao mundo, isso é um fato. Exceto eventos aleatórios e raros, como o affair Cicarelli, nem Carnaval interessa lá fora. Música só atrai a atenção de meia-dúzia de músicos, e política… bem, nossa capital já foi confundida com Buenos Aires, lembram?
Esquecer o português evita aquela sensação de incômodo quando lemos um texto. Você quer criar um blog, não um livro de Língua Inglesa destinado a alunos da 7ª série.
6. Divulgação.
Aqui vale a mesma regra, comentários em outros blogs, trackbacks, participar em promoções de link love e, em um segundo momento, Adwords, Text Link Ads e Reviews pagos.
7. Uma última dica.
Se você sentiu-se ofendido com algumas colocações nesse artigo, desista. Não é para você.
















07 08 2007 às 2:51 pm
Realmente o mercado USA é fogo. A maioria dos blogs que leio têm MT e parágrafos na pág. principal ou posts de um parágrafo.
Há mercado para o Brasil-turismo. Tem um cara aqui em Los Angeles muito bem-sucedido. Amazônia, favela, dá de tudo. Culturalmente, o Brasil é rico, eles gostam da nossa música e a juventude universitária é fascinada com a Tropicália.
Boa sorte pra quem quer se aventurar.
07 08 2007 às 3:10 pm
Eu mantenho um blog em inglês. Digo que vale a pena pra aperfeiçoar o idioma. Ler bem em inglês é uma coisa, escrever bem é outra completamente diferente. Você é forçado a pesquisar e acaba melhorando o domínio do idioma.
O item 5 vai direto ao ponto: não adianta falar do Brasil, ninguém se interessa. Você pode até manter um blog pessoal, mas saiba que dificilmente vai ter milhares de leitores.
Quanto à visitação, no meu caso é mínima. A competição é muito maior, é bem difícil se destacar. Ainda mais copiando o layout do John Chow
07 08 2007 às 3:55 pm
Noronha,
Essa empreitada não é para principiantes, pois além de uma boa base com blogs (essa vc já possui), saber escrever bem o inglês, é um desafio.
Mas maior ainda é como o Ronaldo comentou, a competição é grande.
De qualquer forma é bom pesquisar bem antes e se for viável, desejo sucesso!
abs
07 08 2007 às 3:55 pm
Não é pra mim. hahaa
Mal leio em inglês, o que dirá escrever… Mas é normal, um dia eu crio coragem e faço um curso DECENTE.
07 08 2007 às 3:56 pm
Eu também já pensei nisso e até tentei. Durou duas semanas. Escrever em um pra mim já é complicado, escrever em dois mais ainda. O domínio do inglês, no meu caso, não é problema, mas sim o tempo e idéias e encontrar um nicho. Mas estamos ae, aceitamos sugestões
Abração!
07 08 2007 às 4:45 pm
Eu tava pensando exatamente isto. Vou começar a escrever um blog em inglês para ver qual é e se dou conta. Não será uma tradução direta do blog de origami, mas será um english version da mesma.
Vamos ver.
Tuas dicas são bastante pertinentes e são mais ou menos o que havia pensado.
abraço
07 08 2007 às 6:39 pm
O que vc tem contra o Yazigi? Eu nao tenho nada contra nem a favor, nao sei como sao. Mas fiquei na curiosidade. Ah, claro, bom o artigo como sempre, blog de nicho é realmente bacana, sei lá, escrever sobre tudo dá impressao que é mais facil, mas acho que nao, e claro, achar um nicho pode até ser facil (acho que nao é tambem), mas e se for um nicho que vc nao domina? tem que gostar do nicho tambem.
07 08 2007 às 10:54 pm
Noronha, já pensei em criar um blog em inglês também. Todo blogueiro que escreve sobre tecnologia, programação, problogger, etc já deve ter pensado. O Micox criou um e apareceu na Smashing Magazine se não estou enganado. Quem sabe um dia…
Ronaldo, eu curto o layout do John também.
08 08 2007 às 1:09 am
Noronha
O português é a terceira língua mais falada do hemisfério ocidental, não do mundo.
http://www.krysstal.com/spoken.html
Escrever em inglês é complicado. A estrutura é diferente, os termos especificos são um saco. Ainda mais que 99% dos brasileiros não tem noção de como seu inglês escrito é considerado estranho pelos gringos.
Aliás, a The Economist já falou varias vezes sobre isso: como cada país e cultura tende a criar versões prõprias do inglês…
08 08 2007 às 1:14 am
André,
Corrigido, valeu.
08 08 2007 às 11:38 am
Apenas como curiosidade, o John Chow está começando um projeto interessante. Ele já tem um conhecido blog e está lançando outro anonimamente para ver se consegue se sobressair. Veja neste link: http://www.johnchow.com/from-nobody-to-somebody-part-1/
08 08 2007 às 1:40 pm
Sou americana nata. Vivi meus anosformativos no Rio de Janeiro. A menção aos diversos dialetos anglófonos é realidade. Basta comparar Joyce a Flannery O’Connor. Todos são válidos e inseridos no contexto.
Fiquei encantada com o livro “The Midnight Children” do Rushdie. O tema é besteirol, como meu blog. A riqueza de vocabulário e construções é espetacular.
Moro na California há mais de duas décadas. Em casa, no RJ, falava em inglês com meu pai. Hoje constato diariamente que ingês de “expat” como dizem aqui é fossilizado.
Não desistam do Brasil tão facilmente. Há muito interesse em saber mais sobre o quinto maior país do mundo, maior que os EUA continental, etc.
08 08 2007 às 10:26 pm
Tina,
isto que você diz é mais ou menos o que a minha mãe diz sobre o idioma japonês que ela aprendeu com os pais… fossilizado é a palavra certa.
09 08 2007 às 2:11 am
hahaha
muito bem colocado, noronha.
Eu já pensei na possibilidade de escrever alguma coisa em inglês, para testes.
Crônicas, claro. Não por dinheiro, mas por experiência e estudo da língua mesmo. Minha oportunidade esta aí, talvez eu vá ficar um ano na Índia e lá (se for) o inglês vai ficar fluente na marra.. hahaha