Finalmente assisti a Bastardos Inglórios e sou obrigado a escrever uma resenha, apesar de atrasado (e muito
).

Eu li em algum lugar que Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds, 2009) seria o filme mais maduro de Quentin Tarantino.
Diria que quem falou isso, em partes, está coberto de razão.
O filme é permeado, de ponta-a-ponta, do mais puro estilo Tarantino de filmar: referências a obras anteriores, situações tensas em que você sente que a qualquer momento algo vai dar errado, armas apontadas por todos para todos…
Ao mesmo tempo, houve um amadurecimento que nos poupou de fórmulas desgastadas, como os diálogos/monólogos infinitos que tiraram muito da graça de À Prova de Morte (Death Proof, 2007), por exemplo.
O filme começa no melhor estilo Sergio Leone, com uma longa sequência que parece ter saído diretamente de um de seus faroestes espaguete. Silêncios e olhares que, somados à trilha sonora, parecem dar o tom do que vem por frente.
Brad Pitt está perfeito no papel de líder dos bastardos e prova que é o maior especialista em fazer papel de Brad Pitt nos dias de hoje. Brincadeiras à parte, o cara mostra mais uma vez que tem talento e é capaz de fazer mais de um papel, ao contrário de muitos de seus contemporâneos.
É impossível falar mais alguma coisa do filme sem entregar o que acontece. Considere-se avisado, daqui para frente tem…
Spoilers
O problema de assistir a um filme que lida com fatos históricos é aquela sensação de que já se sabe o que vai acontecer, ou de que já sabe o que vai ou não dar certo. E é aí que Tarantino teve a grande sacada que gerou um filme épico.
Bastardos Inglórios não é baseado em fatos reais, e leva isso às últimas consequências; Hitler suicidou-se em um bunker? Quem se importa? Isso é cinema e não há nenhuma lei que obrige um diretor a se ater a esse fato. E Tarantino definitivamente não se atém.
Para fechar, não posso deixar de mencionar o jeito de retardado/criança mimada de Hitler no filme. Impagável.
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