As melhores séries – meme

O Anderssauro e o Paulo Lima me convidaram para o meme das melhores séries de televisão, assunto que muito me interessa. Sempre gostei de seriados e, ultimamente, poucos filmes conseguem prender minha atenção, enquanto as séries foram ganhando espaço no meu monitor, principalmente.

Difícil vai ser fazer um ranking com as 10 melhores, então vou simplesmente listar, sem grau de importância. Cada uma delas foi minha favorita em um determinado período de tempo:

Família Soprano: Tony Soprano, que no início é o futuro chefão de uma família mafiosa de Nova York é mostrado como nunca se viu antes em um seriado. Ele faz terapia por causa de alguns desmaios inexplicáveis, mostra inseguranças típicas de um cidadão comum, ao mesmo tempo em que descarregas pistolas nos desafetos.

Uma das cenas que sempre lembro é, se não me engano, da segunda temporada. O sobrinho de Tony, que ele trata como filho, leva vários tiros e fica entre a vida e a morte. Descoberto o autor dos disparos, ele é levado para um armazém abandonado e lhe oferecem um refrigerante. Nesse momento o cara tem a impressão de que será poupado. Ele toma alguns goles e Soprano pergunta se está bom.

-Sim, ótimo.

-Então aproveita, porque é a última coisa que você vai beber, dispara Tony.

Nesse momento Tony e o capanga atiram no sujeito, fazem uma pausa, se olham, e descarregam as armas no peito do desafeto.

Star Trek: Uma antiga edição do Guia de Vídeo, que jaz embolorada na minha estante, define Star Trek como a série dos diálogos contemplativos. Kirk, Spock e McCoy fizeram o triuvirato mais bem-sucedido que já vi, em um clássico absoluto que gerou vários descendentes, nenhum chegando perto do original.

A grande sacada foi mostrar alienígenas que diferem principalmente na questão psicológica, como a frieza dos Vulcanos e a beligerância dos Klingons.

Lost: Devorei a primeira temporada de Lost quando ainda era professor, na última semana das férias de verão. O constante mistério que parecia sempre prestes a ser resolvido foi ótimo. Acompanhei a segunda temporada, mas aí o roteiro foi enfraquecendo, a fórmula se esgotando e deu no que deu. Assisti apenas até o quinto episódio da terceira temporada e perdi totalmente o interesse.

Arquivo X: Fox Mulder, com a certinha Danna Scully, formaram o melhor casal em seriados, desde o Agente 86 com sua 99. As primeiras temporadas acompanhei quase que sem perder um episódio, no final, faltava o que falar e foi enfraquecendo, mas disparado uma das melhores em qualquer lista.

Heroes: Heróis mostrados de maneira inusitada, onde os poderes às vezes mais atrapalham do que ajudam. O episódio final da primeira temporada decepcionou, mas a partir do 19 é de tirar o fôlego, aguardava ansioso as madrugadas de quinta-feira, quando o episódio ficava disponível, if you know what I mean (agora bateu a dúvida se não era Lost que passava na quarta-feira). Já estou com os DVDs separados para gravar a segunda temporada, vale bem mais a pena do que assistir no computador.

Agente 86: Essa foi do fundo do baú. Até a reprise do Multishow eu acompanhei. Maxwell Smart e 99, os agentes do Controle lutando contra a CHAOS, sigla que sinceramente não lembro o que significa. Algumas tiradas eram impagáveis, como quando algum espião inimigo pulava uma janela de um andar alto para escapar caindo em um toldo e Smart, olhando pela janela, dizia: “ele errou por um tantinho assim”.

Seinfeld: Essa eu assisti a todos os episódios de todas as temporadas, várias vezes. A auto-intitulada melhor série sobre o nada até hoje não foi superada na overdose de tiradas politicamente incorretas.

George, o ítalo-americano com seus amigos fictícios, como o arquiteto Art Vandeley, além das namoradas que sempre lhe davam o fora, levando-o a dizer para uma delas: “não, o problema sou eu, eu inventei essa frase”. Mas a melhor de todas provavelmente foi quando ele comemorou a morte da noiva, por lamber selos baratos usados nos convites para o casamento.

Eu ia falar também sobre Kramer, mas um vídeo mostra bem melhor o personagem.

Link para o vídeo

O protagonista Seinfeld era comediante (stand up comedy, como eles chamam quem faz isso em teatros e clubes nos EUA) e seu estilo pode ser resumido no vídeo abaixo, que está disponível em partes no Youtube.

Link para o vídeo

Crack: Não, não se trata de uma série sobre tráfico de drogas. Fitzpatrick é o legítimo anti-herói nessa série que era transmitida em um canal obscuro da Directv. O formato foge completamente do americano, cada episódio dura em torno de uma hora e meia. A produção é do Channel 4 inglês e se passa no Reino Unido.

O protagonista, interpretado por Robbie Coltrane, é um psiquiatra gordo, bêbado e viciado em jogo, vive às turras com a mulher e o filho e tem um caso com uma investigadora gostosinha.

Seu charme está na inteligência, ele é chamado sempre que precisam descobrir se alguém ou quem é culpado por um crime, daí vem o Crack do título, “quebrar” o suspeito com argumentos astuciosos.

Uma das melhores tiradas é quando um suspeito parece sofrer de amnésia e perguntam se Fitz sabe algo sobre o assunto, já que o caso passou por outro psiquiatra.

-Eu esqueci mais sobre amnésia do que a maioria desses caras já aprendeu na vida.

Friends: Acompanhei na mesma época em que acompanhava Seinfeld, passava os sábados inteiros assistindo quando a Sony fez várias semanas de maratona. Imbatível até hoje na comédia sem compromisso, e ainda tem a Jennifer Aniston no auge da gostosura.

Oz: Quando se fala em seriados sobre prisões, Oz é imbatível, faz Prison Break parecer Alice no País das Maravilhas. Até hoje ainda assisto alguma reprise aleatória no SBT. Mas haja estômago!

Para dar continuidade, convido:

Inagaki

Celso Junior

Doufer

Manoel Netto

Becher

Escrito por

j. noronha criou esse site em 2006, além de outros menos memoráveis.

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