O cinema norte-americano, hoje em dia mais do que nunca, usa e abusa das idéias alheias na hora de filmar.
Na verdade, essa prática vem de longa data, geralmente utilizando-se de filmes europeus ou asiáticos. A receita é simples:
Pega-se um bom roteiro, remove-se qualquer cena de nudez, pasteuriza-se qualquer cena de sexo, remove-se qualquer ponto que necessite um pouco de inteligência para ser compreendido e acrescenta-se um final feliz. Voilà, um filme novinho em folha.
Antes que eu esqueça, essa lista saiu de um papo com a Luísa sobre refilmagens, via Twitter.
O Original
Corrida Contra o Destino (Vanishing Point, 1971)
Kowalski, um entregador de automóveis, aposta com um amigo que levará um Dodge Challenger 1970 de Denver, no Colorado, até San Francisco, na Califórnia, em tempo recorde.
Daí para a frente o filme se transforma em uma corrida sem fim, que retrata muito mais a fuga do personagem de sua vida sem sentido do que propriamente da polícia (mais uma metáfora do que qualquer outra coisa).
Ao final das contas, ele corre porque não tem nada melhor para fazer e gosta da velocidade.
Junto com Sem Destino, esse é um retrato dos anos 60 e de uma geração perdida entre duas épocas, sem aspirações e sem ideais, fugindo de si própria.
Clássico absoluto para ser assistido em qualquer época.
A Refilmagem
Corrida Contra o Destino (Vanishing Point, 1997)
Se existe um caso na história do cinema em que alguém merece ser executado por um filme, é esse. Tudo começa mal e termina pior.
O maior erro foi justificar a corrida de Kowalski, que precisa chegar logo para ver a mulher grávida que passa mal.
O Original
Primo, Prima (Cousin, Cousine, 1975)
Um homem e uma mulher na casa dos 30 anos tornam-se “primos emprestados” quando o tio dele casa com a tia dela.
Ambos vêm de casamentos fracassados e a amizade inicial torna-se um romance, onde os dois chutam o balde sem cerimônia.
A Refilmagem
Um Toque de Infidelidade (Cousins, 1989)
O único filme nessa lista que não compromete o original. Mas, se existe um original, para que refilmar?
O Original
Asas do Desejo (Der Himmel Ünder Berlin, 1987)
Anjos observam a vida dos habitantes de Berlim, até que um deles se apaixona por uma trapezista, começando a questionar-se se valeria a pena tornar-se humano.
Se você não assistiu ainda, pare de ler isso e vá atrás. Um dos melhores filmes dos anos 80, poesia pura sem ser chato, com uma excelente mistura de preto-e-branco e colorido.
A Refilmagem
Cidade dos Anjos (City of Angels, 1998)
Recomendado única e exclusivamente para os fãs de Party of Five, Dawson’s Creek e Gilmore Girls.
O Original
O Silêncio do Lago (Spoorloos, 1988)
Casal pára em um posto de gasolina e a mulher desaparece sem deixar vestígios, o sujeito passa o filme inteiro, ou 3 anos na história, tentando descobrir o que aconteceu, até que o responsável pelo desaparecimento resolve entrar em contato.
Reza a lenda que esse filme foi uma das influências de Tarantino em Kill Bill, eu não sei se é verdade e a preguiça não me deixou confirmar.
Aqui o buraco, literalmente, é mais embaixo. O filme é um estudo sufocante de como, de perto, ninguém é normal.
O desfecho é um primor de justiça poética, ou choque de realidade, mostrando que, na vida real, o bem quase nunca vence.
A Refilmagem
O Silêncio do Lago (The Vanishing, 1993)
Tudo que se espera de um filme americano: reviravoltas, correria, luta e susto, com direito à final heróico.
O Original
Dança Comigo? ( Shall we Dansu?, 1996)
Um contador observa da janela do trem uma bela professora de dança, todos os dias, ao voltar do trabalho.
Ele acaba decidindo iniciar aulas de dança para se aproximar da mesma, apesar de não pensar seriamente em ter um caso (ele é casado). Na verdade, ele procura uma fuga da rotina.
No início do filme, somos informados de que dançar não é uma atividade vista com bons olhos no Japão, ao menos para os homens. Isso gera cenas divertidas, como quando o personagem principal encontra um colega que dança escondido.
O filme é leve, divertido e bem-interpretado, sem contar que a professora vale a pena mesmo algumas escapadas após o trabalho.
A Refilmagem
Dança Comigo? (Shall We Dance?, 2004)
As viúvas de Richard Gere vão gostar. Ponto.
22 11 2008 em Cinema








só vale refilmagem de filme? Se levar para o lado das séries temos o vergonhoso Os Gatões (The Dukes of Hazzard) e A Feiticeira.
Uma refilmagem que tá com cara de ser podrérrima é o dia que a terra parou com o keanu reeves.
Das refilmagens que você criticou, minha mulher “amou” (palavras dela) todos!
Abração
Open your eyes, refilmado como Vanila Sky, produzido pelo Tom Cruise. Eu detestei, acho que é pelo Tom Cruise, muito chato.
Nikita – Nascida para matar, o filme é dez, refilmado com a Bridget fonda com a A Assassina. o original era muito bom, a refilmagem eu gostei mas sou suspeito para falar, sou fã dos dois atores principais.
Hulk – O que já era ruim ficou ainda pior, belo exemplo de como não usar o computador em efeitos especiais.
King Kong – O filme não é ruim, mais uma vez o computador estragou a festa, ficou bom para as crianças.
Abraços.
Cidade dos Anjos este foi um dos melhores filmes que já vi
“As viúvas de Richard Gere vão gostar. Ponto.
” Hahahaha… não há definição mais detalhada do que essa!
Faltou NIKITA. Luc Besson fez um filme ótimo e aí veio uma produtora americana e fez a bosta toda.
O próprio Tom Cruise disse no Brasil que o OScar anda sendo invadido por filmes estrangeiros… o que ele disse que achava ser ótimo, porque mostra outras culturas, esse blablablá todo.